Os dias passam arrastados
Escoram-se pelas paredes
Respiro em goles
O ar está tão denso que nao me vejo
Um olhar oblíquo,
Em golpes contusos dissipa a névoa
Que agoniza, escorre...
As palavras tropeçam
Se vestem de incerteza
As dúvidas enchem a boca,
Transbordam
O céu entoa uma mote de guerra
O cheiro da raiva se umedece com a tempestade
A simbiose se faz...
O príncipe e a cela, o sensato e o tolo...
O rubro das letras se faz sombra
As sombras se dobram, se derretem
Se guardam em um quarto escuro