Admiro inerte, os seus olhos miúdos e tristes.
Vejo dois buraquinhos que revelam uma cratera onde mora uma tristeza antiga e abissal.
Seu espírito outrora forte, se apaga aos poucos como uma vela branda, o vento sopra e ele balança de um lado para o outro, embriagado de desprazer, deixando-se levar.
Admiro inerte, chorando pelos meus dois buraquinhos que cavam uma cratera para uma tristeza presente e abismal.
Vejo você desaparecer e o meu peito afoga a fala em prantos de silêncio.