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1. Prosa perdida

Alisso

Conteúdo da publicação

Admiro inerte, os seus olhos miúdos e tristes.

Vejo dois buraquinhos que revelam uma cratera onde mora uma tristeza antiga e abissal.

Seu espírito outrora forte, se apaga aos poucos como uma vela branda, o vento sopra e ele balança de um lado para o outro, embriagado de desprazer, deixando-se levar.

Admiro inerte, chorando pelos meus dois buraquinhos que cavam uma cratera para uma tristeza presente e abismal.

Vejo você desaparecer e o meu peito afoga a fala em prantos de silêncio.

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Admiro inerte, os seus olhos miúdos e tristes.

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