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Pôr do Sol

Givaldo
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Lembro-me como se fosse agora!

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mesaDeBar

Que lindo.

Que lindo.

Conteúdo da publicação

Lembro-me como se fosse agora!  

Os raios do sol tingiam de adeus

Vales e montanhas dos Pirineus,

E fez-se triste a alma que chora.

As tenebras desciam do ocaso 

Naquela tarde límpida e fagueira

Em que a brisa leve e faceira

Levou o aroma da flor ao acaso.

 

Paira entre os cardos da restinga

Insistente luz sobre a penedia,

Antes que a noite abrace o dia

E a estrela-d’alva se distinga

Na penumbra que cai no instante.

Sobre as falésias da Gamboa,

O canto da gaivota, voando à toa,

Debrua no infinito o pélago distante.

 

De branco vestidas, vejo as vagas,

Entoando o seu extenso canto

No crepúsculo que semeia encanto

Sobre as espumas e tantas sagas

Nos embates entre oceanos;

Onde zarparam tantos negreiros

E sucumbiram muitos guerreiros,

Alheios em devaneios insanos.

 

Veleja ao vento o véu da escuridão,

Tragando a luz que no poente oscila;

Uma canoa solitária ao léu desfila

Levando o canoeiro ao seu rincão.

Pássaros recolhem-se no arrebol

E meu olhar se perde na solidão

Rumo a Vênus, que brilha na amplidão,

Anunciando o imponente pôr do sol.

Thoughts

  • mesaDeBar

    Que lindo.

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  • guardo_uma_frase

    Aquela imagem da gaivota voando à toa... guardei essa também. É um dos detalhes que fica na memória depois.

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  • paulaozinho

    Tem muita solidão aí que vai além do visual. Aquele olhar que se perde não é só admiração, é também uma certa tristeza que acompanha. Você sente muito disso quando observa esses momentos?

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  • tresCafes

    Aquele instante do crepúsculo, tudo suspenso entre a luz e a noite. Fico com essa sensação.

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  • Waldir

    Esse jeito de voltar pra casa no escurecer, aquele canoeiro ao léu levando a vida pro rincão, é bem real.

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