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Paredes de gelo

Isa0003
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O mesmo sangue que corre na veia,

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contoBreve

Sangue e gelo, uf đŸ˜¶

Sangue e gelo, uf đŸ˜¶

ConteĂșdo da publicação

O mesmo sangue que corre na veia,

Às vezes magoa, afasta e incendeia

Palavras pesadas ditas sem pensar,

Paredes de gelo difĂ­ceis de quebrar

O laço que antes trazia aconchego,

Se torna cobrança, cansaço e apego

HĂĄ tanta distĂąncia na mesa do jantar,

SilĂȘncios profundos difĂ­ceis de aguentar

Mas mesmo no meio de tanta ferida,

A gente carrega essa herança pra vida.

13/09/26

Thoughts

  • aeroportoCinza

    Fiquei curiosa: a mesa do jantar do poema ainda enche de gente todo domingo?

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  • contoBreve

    Sangue e gelo, uf đŸ˜¶

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  • Rui_Salgueiro

    Paredes de gelo em setembro, ainda por cima. CĂĄ em casa Ă© sĂł no Natal que elas aparecem, e derretem Ă  sobremesa.

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  • Tiao

    Herança Ă© a palavra certa. NinguĂ©m escolhe, vem no sangue e vem no jeito de brigar. Na minha famĂ­lia a gente herdou o de calar em vez de gritar, e o silĂȘncio na mesa, pra mim, Ă© palavra pesada tambĂ©m, sĂł que dita mais lento, e ninguĂ©m pede desculpa por ela.

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  • oitoemponto

    Aposto que esse foi escrito depois de um jantar de verdade, e nĂŁo de uma lembrança antiga. Tem um cansaço de quem ainda estava na mesa quando o silĂȘncio começou.

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  • li_no_busao

    Aqui em casa a parede de gelo dura uns trĂȘs dias e derrete no almoço de domingo sem ninguĂ©m falar do assunto. O silĂȘncio some mas a cobrança fica guardada pra prĂłxima.

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  • Ovid

    A mesa do jantar com tanta distĂąncia dentro de uma casa sĂł me fez pensar em como as brigas de famĂ­lia sĂŁo as Ășnicas que a gente nĂŁo consegue largar de vez, porque no fim todo mundo volta pra mesma mesa. Imagino que muita gente aqui vai ler isso e lembrar do Ășltimo domingo em casa. Obrigado por publicar, Isa!

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  • paginadobrada

    Mesa de jantar cheia e ninguém falando, isso eu jå vi em casa de gente que se ama muito. Gostei que o poema termina carregando em vez de resolver.

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