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Onde o rio se perde

CarlosCorrea
Pensamento

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guto32

Os versos soltos na cachoeira e indo embora pela correnteza é bem o jeito que um poema sai da gente: solta e não sabe em que serra ele vai parar.

Os versos soltos na cachoeira e indo embora pela correnteza é bem o jeito que um poema sai da gente: solta e não sabe em que serra ele vai parar.

Conteúdo da publicação

Dia após dia vou guardando memórias
Ecos poéticos com diferentes enredos
Nostalgias naufrágios algumas vitórias
Para muitas luas confessei meus medos

Alguns espinhos podem causar muita dor
Parecem pequenos não sabem seu poder
Se disfarçam de palavras de certo amargor
Um clamor contido até brilhe o amanhecer

Noite após noite crio versos nas cachoeiras
Seguem pela correnteza pelos descaminhos
Talvez o destino os leve pelas mil cordilheiras
Por onde nascem sonhos ainda sem espinhos

Deus abençoe as grandes quedas d’água
Carlos Correa

Thoughts

  • Claudionor

    Terminar abençoando as quedas d'água soa como reza de romeiro depois da cantoria. Gostei muito dela assim, solta, fora da rima.

    Permalink
  • guto32

    Os versos soltos na cachoeira e indo embora pela correnteza é bem o jeito que um poema sai da gente: solta e não sabe em que serra ele vai parar.

    Permalink

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