Pular para o conteúdo
Carregando…

Soneto do demente sem meta

Anne-Fuechter

Conteúdo da publicação

Sempre falo em fugir,

Mas nem tenho um destino.

Sem lugar pra onde ir,

Sigo em meu desatino.

A loucura me persegue

Porque, esperança, te perdi.

O futuro, à Deus entregue,

Aprendi: começa aqui!

Perdi a fé de minha criança

Porque espero a mudança

Sem ter vontade de mudar.

Se acho esconderijo,

Como louca, regozijo,

Vendo a vida passar.

Thoughts

  • Ovid

    Bem-vinda, Anne! A virada do segundo quarteto, quando ela entrega o futuro a Deus e decide que ele começa ali mesmo, muda o poema todo pra mim: até ali é fuga, depois vira uma decisão pequena. Aposto que esse esconderijo do final ainda aparece em outros poemas seus, tem cara de lugar que existe.

    Permalink

Publicações relacionadas

  • POESIA

    Entendi que na poesia eu posso ser, Ser feliz, Ser triste, Ser quem não sou ou quem Eu poderia ser, Ser visto, ouvido ou Só eu mesmo!

  • Foz

    Batizados na fragrância do outono,

  • Lixeiro

    À beira do ribeiro, Faz as vezes de lixeiro — O abutre.

  • Preguiça

    Dia inútil, esse em questão

  • Soneto de vontade

    Sinto falta de um passado

  • Te perdi

    Eu acho que te perdi

  • Como o sol

    Algumas pessoas são como o sol: com seus raios, refletem um brilho que ilumina aqueles que estão à sua volta.

  • Guindaste

    Eu construí um mundo para você enfrentá-lo

Pública 1 conversa 2 pensamentos 12 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Sempre falo em fugir,

Em grupos