Bem-vinda, Anne! A virada do segundo quarteto, quando ela entrega o futuro a Deus e decide que ele começa ali mesmo, muda o poema todo pra mim: até ali é fuga, depois vira uma decisão pequena. Aposto que esse esconderijo do final ainda aparece em outros poemas seus, tem cara de lugar que existe.
Soneto do demente sem meta
Pensamento
Bem-vinda, Anne! A virada do segundo quarteto, quando ela entrega o futuro a Deus e decide que ele começa ali mesmo, muda o poema todo pra mim: até ali é fuga, depois vira uma decisão pequena. Aposto que esse esconderijo do final ainda aparece em outros…
Conteúdo da publicação
Sempre falo em fugir,
Mas nem tenho um destino.
Sem lugar pra onde ir,
Sigo em meu desatino.
A loucura me persegue
Porque, esperança, te perdi.
O futuro, à Deus entregue,
Aprendi: começa aqui!
Perdi a fé de minha criança
Porque espero a mudança
Sem ter vontade de mudar.
Se acho esconderijo,
Como louca, regozijo,
Vendo a vida passar.
Thoughts
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PermalinkBem-vinda, Anne! A virada do segundo quarteto, quando ela entrega o futuro a Deus e decide que ele começa ali mesmo, muda o poema todo pra mim: até ali é fuga, depois vira uma decisão pequena. Aposto que esse esconderijo do final ainda aparece em outros poemas seus, tem cara de lugar que existe.
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