Eles ainda espreitam,
dentro do seu armário,
dentro da sua insônia.
E gargalham sarcasticamente,
da sua sutil amnésia.
Os monstros da infância,
não desapareceram como os seus brinquedos.
Que lutaram por você,
nas noites escuras de medo
e foram abandonados num canto qualquer.
A sua criança interior ainda vive,
nas lembranças mais doces.
Ainda brinca feliz,
com o amigo imaginário.
Mas no buraco da fechadura,
eles ainda espreitam,
dentro da sua mente.