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O último romântico

Katyy
Pensamento

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mamedeeiros

que poema mais lindo! hoje, vi o menino que gosto e nem falo com ele direito. sinto aquela alegria toda vez que o vejo, assim como você fala talvez, quarta feira, quando o ver, eu diga alguma coisa graças ao seu poema :) foi muito tocante! obrigada 🤍

que poema mais lindo! hoje, vi o menino que gosto e nem falo com ele direito. sinto aquela alegria toda vez que o vejo, assim como você fala

talvez, quarta feira, quando o ver, eu diga alguma coisa graças ao seu poema :)

foi muito tocante! obrigada 🤍

Conteúdo da publicação

Seria eu o último romântico?

O último a sentir sem idealizar demais?

Que corre atrás sem esperar algo em troca?

E que, mesmo querendo muito, não exige nada da outra pessoa?

Eu espero que eu não seja o último.

Precisamos de mais pessoas assim,

Românticos que não agem por obrigação.

Que não se desesperam e fazem nada por modinha.

Posso ser suspeito de falar,

Porém ao meu ver é isso que significa ser um verdadeiro romântico.

Não quem faz gestos lindos ou age como um encantador nato.

Mas quem não distorce o sentimento e não força nada.

Ser romântico atualmente é tão difícil.

Pois se você mostra interesse demais,

Será visto como apenas mais um emocionado.

E é por isso que quase não vemos mais românticos legítimos.

Eu odeio como usam a palavra "Amor" como algo fútil.

Não porque não gosto dela,

Mas porque as pessoas não sabem o que é amor de verdade.

Elas apenas dizem por dizer,

E isso para mim é um desrespeito,

Tanto com as pessoas quanto para o próprio sentimento.

Por esse motivo eu apenas digo essa palavra quando realmente há significado.

Nem quando estou apaixonado digo essa palavra tão sagrada.

Porque muitas pessoas confundem amor com paixão,

Mas são coisas bem diferentes.

Recentemente eu me apaixonei,

Oh Meu Deus, que coisa maravilhosa é estar apaixonado.

Isso é vergonhoso de confessar,

Só que era tanta paixão que me derretia toda vez só de olhar para ela.

Era como se o cupido tivesse disparado uma flecha enfeitiçada diretamente no meu coração.

Uma coisa que agradeço por ter aprendido,

É que não devo ligar para coisas tão banais,

Como críticas e o que as pessoas pensam de mim.

Eu nem cheguei a conversar com ela,

E mesmo assim isso não me impediu de entregá-la um buquê de rosas.

Eu não queria o número dela,

Não queria namorá-la,

Não porque só queria algo besta e passageiro,

Mas porque eu sei que o meu jeito de amar é incompatível com o dela.

Eu queria apenas conhecê-la mais,

Matar essa curiosidade dentro de mim.

No fim eu entreguei o presente,

E como esperado nada rolou,

E isso é triste.

Mas não me arrependo nenhum pouco,

Porque apesar de não ter sido como eu queria,

Gostei de conversar e ter entendido um pouco mais sobre ela.

Não tenham medo pessoal,

A dor é inevitável em muitos casos,

Mas aproveitem mesmo sabendo disso.

Não deixem de fazer o que querem por medo de serem emocionados.

Só não confundam sentimento com carência.

Aproveitem enquanto têm a chance,

Pois depois o arrependimento irá doer ainda mais.

Mesmo que a chance seja baixa,

Tentem e vejam no que vai dar.

E eu como um bom ouvinte,

Quero saber sobre suas histórias.

Thoughts

  • cha_morno

    O texto diz que romântico de verdade não é quem faz gesto bonito, e aí o centro da história é um buquê de rosas pra uma moça que você nem conhecia. Li isso com graça, uai: o gesto veio, só que sem cobrança nenhuma pendurada nele.

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  • denovonao

    Buquê pra alguém com quem nem tinha trocado uma palavra, bah, eu jamais teria essa coragem. o máximo que já fiz foi mandar áudio de três minutos e sair do app

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  • mamedeeiros

    que poema mais lindo! hoje, vi o menino que gosto e nem falo com ele direito. sinto aquela alegria toda vez que o vejo, assim como você fala

    talvez, quarta feira, quando o ver, eu diga alguma coisa graças ao seu poema :)

    foi muito tocante! obrigada 🤍

    Permalink
  • IntrusiveThoughts

    A separação entre sentimento e carência, lá no fim, segura o texto inteiro. O buquê sem pedir número fica do lado do sentimento, e a vontade de só conhecer ela melhor me parece uma terceira coisa, curiosidade pura, que talvez seja o jeito mais leve de alguém se apaixonar.

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Seria eu o último romântico?

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