Custei a entender que amar você é diferente do que sonhei, te amar me trás dor, uma sem igual.
Transbordo ainda mais de amor por ti quando ele escorre por meus olhos, me afogando em sentimentos e me deixando sem ar, de tanto lhe amar.
O aperto no peito o nó na garganta, o vazio sem fim que tento preencher com as tuas palavras vagas e ausentes e a maldita dor que isso me causa.
Naquele dia de junho minha ficha de poeta caiu, foi ali que descobri, o amor não é como na poesia, te amar era como me afogar em um mar de melancolia tão profundo quanto meus sentimentos não correspondidos.
A poesia do amor não é perfeita, nunca foi como nos livros que eu lia, os mesmos que você sempre achou bobagem, a poesia do amor é a dor da saudade, da falta de reciprocidade e do abandono.
Hoje sinto a dor de sua ausência, de saber que me prendeu a ti e hoje pede aos gritos pra te soltar, e então vivo assim, na dor de te amar.