Recentemente, passei a observar e me questionar se, atualmente, as escolas e redes de ensino realmente se preocupam com o aprendizado dos seus alunos. Afinal, devido ao grande aumento do uso da inteligência artificial, os alunos não se desenvolvem mais como antes. Não que eu seja contra esse amplo avanço da tecnologia no Brasil e no mundo, mas até que ponto essa tecnologia é realmente boa para nós?
Essa minha reflexão vai além do questionamento sobre a qualidade do ensino de cada escola. Ela aborda a forma como os alunos, desde o Ensino Fundamental II até o final do Ensino Médio, vêm estudando, desde a mais simples prova até o tão temido Enem.
De acordo com o Educa+ Brasil, 51% dos estudantes do Ensino Médio colavam nas provas em 2018, em uma realidade com muito menos tecnologia se comparada aos dias atuais. Apesar de ser um dado um tanto quanto desatualizado, ele ainda serve como um alerta: se em 2018 já era assim, quem dirá agora?
Eu acredito fortemente que isso se dá pelo fato de que nossos educadores, em geral, não estão mais tão preocupados se estamos ou não adquirindo conhecimento sobre determinada matéria, mas sim em terminar logo essa etapa. Obviamente, isso não vem apenas dos educadores. Hoje em dia, muitos jovens não querem nada com nada, então apenas passar de ano já é o suficiente. Mas a que custo?
Já que você não vai adquirir nenhum conhecimento, amanhã ou depois vai ter que ralar para fazer um Enem da vida. E quando estiver na faculdade, vai fazer isso também só para acabar logo com tudo?
Por mais que seja duro de aceitar, estamos nos tornando seres humanos menos capazes de pensar por conta própria. Sabe quem realmente está ficando inteligente? A IA. A questão é que ela não precisa disso para sobreviver. Já nós... para muitos, o conhecimento é a única saída.
Mas, afinal... a que custo?