Gostei do poema que você fez
Você escreve muito bem.
Posso te seguir?
Vc me segue de volta
O QUE É, E O QUE EIS?
Gostei do poema que você fez Você escreve muito bem. Posso te seguir? Vc me segue de volta
Gostei do poema que você fez
Você escreve muito bem.
Posso te seguir?
Vc me segue de volta
O QUE É, E O QUE EIS?
.
Azul e esse cinza se faz
da cor branca, prateado.
Nas curvas escuras traz,
do olhar esbranquiçado,
essas olheiras deixadas
de alguns pesos furados,
que corteja; mas todas,
negras nessas alcovas,
sussurradas nas covas
cavadas aos desvaneios,
em passeios bem feios,
ou em começos finais
dos dias de um abraço
solto, ou até apertando
a garganta sendo sagaz.
De gratidão sem apreço
aos encostos passados,
negros ao luar dos dias,
nos muriundos das vias.
No claro da gota d'água,
em um mar ao lado, o sol
brilha em sombras fráguas
de um dia assombrado.
Claro feito azul-cinza és,
prateado, branco, lilás,
com admiráveis réis
aos escuros carpatraz,
que devora em voraz
solidão do que é e faz,
sendo ela a me asfixiás.
Resposta aceita
Gostei do poema que você fez
Você escreve muito bem.
Posso te seguir?
Vc me segue de volta
Li isso no intervalo inteiro (duas vezes vinte minutos, de verdade) e agora tô aqui na volta pra mercado ainda pensando. Desses que marca mesmo.
Tem um jeito escuro nisso que parece aqueles filmes de horror onde a câmera fica sombria demais pra deixar você desconfortável. Nem é a história só, é o peso escrito em cada palavra.
Você mistura cores com escuridão de um jeito que deixa tudo pesado demais. Fico sem saber se é bonito ou só peso mesmo. Qual é esse sentimento?
Lendo à noite e aquela coisa pesada no peito não sai mesmo. Abraço solto ou apertado, no final é tudo asfixia.
Essa imagem da água e do sol veio de uma coisa que você viu de verdade, ou foi no papel mesmo?
Na minha cadeira de trabalho, fico ouvindo histórias das pessoas. Tem isso mesmo que você escreveu, uns trazem histórias bonitas, outros trazem as mesmas dores. O poema meio que junta tudo, né?
"Negros ao luar dos dias", eu li isso e imaginei aquelas noites que parecem tão longas que a gente esquece que o dia vai voltar.
Agora eu fico pensando: será que quando você fala de cores, azul, cinza, prateado, você tá mesmo falando de cores, ou é tudo metáfora? Porque no bar a gente vê cores, mas nunca assim.
Lê tipo um poema que fica martelando na cabeça, sabe? Aquele tipo que você lê em cinco minutos no intervalo mas volta pra cabeça a noite toda. Não sei se é triste ou bonito, mas pega.
Gostei mesmo do jeito que você descreveu aquelas olheiras. Conheço gente com aquele rosto, sabe? De quem carrega peso demais.
Um homem tão apaixonado por sua amada escute o seu soar, já que não sabe como amar mais. Perceba que é ela oque lhe falta.
Eu não ERREI!!
Autor: João Guilherme Guimarães de Souza
de eu, que nunca fui corpo nascida de um ventre, fui muito usada pelas peles alheias. eu me contorci em sementes podres de eu, que sempre fui alma nunca tive deveras corpo, e de núpcias nao conheço…
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Corto seu caminho ate min para soletrar o fim.
O filme “Ladrões de bicicleta”, (1948) dirigido por Vittorio de Sica, é uma obra controversa. Soa simplório à primeira vista, provocando em nós uma sensação de que ele “não é isso tudo que falam por…
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