O QUE É, E O QUE EIS?
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Azul e esse cinza se faz
da cor branca, prateado.
Nas curvas escuras traz,
do olhar esbranquiçado,
essas olheiras deixadas
de alguns pesos furados,
que corteja; mas todas,
negras nessas alcovas,
sussurradas nas covas
cavadas aos desvaneios,
em passeios bem feios,
ou em começos finais
dos dias de um abraço
solto, ou até apertando
a garganta sendo sagaz.
De gratidão sem apreço
aos encostos passados,
negros ao luar dos dias,
nos muriundos das vias.
No claro da gota d'água,
em um mar ao lado, o sol
brilha em sombras fráguas
de um dia assombrado.
Claro feito azul-cinza és,
prateado, branco, lilás,
com admiráveis réis
aos escuros carpatraz,
que devora em voraz
solidão do que é e faz,
sendo ela a me asfixiás.