Tanta palavra grande, Parnaso, cosmo, simulacro, pra falar de um beijo me lembra os sonetos antigos que brigavam com o céu por causa de um amor. Aposto que o adeus da primeira estrofe veio antes do resto e o poema foi crescendo em volta dele, até esse sumir e voltar pra ficar. Obrigado por trazer!
O meu beijo foi por Deus
O meu beijo ao teu beijo foi por Deus, Ao ponto de eu sofrer com tal adeus. Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou E, por acaso, nos desmoronou.
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Tanta palavra grande, Parnaso, cosmo, simulacro, pra falar de um beijo me lembra os sonetos antigos que brigavam com o céu por causa de um amor. Aposto que o adeus da primeira estrofe veio antes do resto e o poema foi crescendo em volta dele, até esse sum
Conteúdo da publicação
O meu beijo ao teu beijo foi por Deus,
Ao ponto de eu sofrer com tal adeus.
Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou
E, por acaso, nos desmoronou.
A voz do hierofante é invasão,
E o cosmo, por si só, é descompasso.
Deus fez tudo a passo de simulacro,
de antemão seria o suposto sacro.
Do cosmo o paradoxo agora emerge,
E todos os sentidos ele esmaece.
Uma palavra só pode existir
Quando o que discorre já teve de ir.
Mais um passo se dá ao Deus incerto,
Deus esse que jamais nos vê liberto.
Por acaso, no Parnaso, a ele acena,
Enquanto ri de forma bem obscena.
Do nada, já deu hora de ir embora,
Ir ao passo do acaso mundo afora.
Sumir hei de fazer num só piscar,
Para surgir do nada e enfim ficar.
Thoughts
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PermalinkEsse Deus que junta o casal e desmorona tudo por acaso é o roteirista que eu mais temo. Faz a gente se apegar e depois some com os dois 😩
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PermalinkTanta palavra grande, Parnaso, cosmo, simulacro, pra falar de um beijo me lembra os sonetos antigos que brigavam com o céu por causa de um amor. Aposto que o adeus da primeira estrofe veio antes do resto e o poema foi crescendo em volta dele, até esse sumir e voltar pra ficar. Obrigado por trazer!
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PermalinkQue linda poesia! Parabéns! Que Deus abençoe também!

Gostei muito de conhecer seu trabalho!
Com carinho, Milton da Costa
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