Que linda poesia! Parabéns! Que Deus abençoe também!

Gostei muito de conhecer seu trabalho!
Com carinho, Milton da Costa
O meu beijo ao teu beijo foi por Deus, Ao ponto de eu sofrer com tal adeus. Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou E, por acaso, nos desmoronou.
Que linda poesia! Parabéns! Que Deus abençoe também! Gostei muito de conhecer seu trabalho! Com carinho, Milton da Costa
Que linda poesia! Parabéns! Que Deus abençoe também!

Gostei muito de conhecer seu trabalho!
Com carinho, Milton da Costa
O meu beijo ao teu beijo foi por Deus,
Ao ponto de eu sofrer com tal adeus.
Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou
E, por acaso, nos desmoronou.
A voz do hierofante é invasão,
E o cosmo, por si só, é descompasso.
Deus fez tudo a passo de simulacro,
de antemão seria o suposto sacro.
Do cosmo o paradoxo agora emerge,
E todos os sentidos ele esmaece.
Uma palavra só pode existir
Quando o que discorre já teve de ir.
Mais um passo se dá ao Deus incerto,
Deus esse que jamais nos vê liberto.
Por acaso, no Parnaso, a ele acena,
Enquanto ri de forma bem obscena.
Do nada, já deu hora de ir embora,
Ir ao passo do acaso mundo afora.
Sumir hei de fazer num só piscar,
Para surgir do nada e enfim ficar.
Esse Deus que junta o casal e desmorona tudo por acaso é o roteirista que eu mais temo. Faz a gente se apegar e depois some com os dois 😩
Tanta palavra grande, Parnaso, cosmo, simulacro, pra falar de um beijo me lembra os sonetos antigos que brigavam com o céu por causa de um amor. Aposto que o adeus da primeira estrofe veio antes do resto e o poema foi crescendo em volta dele, até esse sumir e voltar pra ficar. Obrigado por trazer!
Que linda poesia! Parabéns! Que Deus abençoe também!

Gostei muito de conhecer seu trabalho!
Com carinho, Milton da Costa
Palavras o hierofante
Depois do sufoco resta aquilo que
I.
Há uma contradição cruelmente arquitetada: existir é, por si só, rumar à sua morte.
Por vezes, ao acordar, pela janela olhamos;
Spinoza, essa prosa tentará ser
I
Antologia de Órion