O poema começa em tom confessional e interrogativo: “Eu costumava falar de amor / Mas como saber se ele é recíproco”. Já aí aparece o núcleo da angústia: a incerteza do retorno. A “dúvida cruel” e a “ânsia de amar ser escolhida” revelam um eu lírico que, antes, colocava no outro a chave da própria felicidade — e que agora questiona se isso não era, no fundo, “falta de autoestima”.
A virada acontece em “Então um dia me encontrei / E mais que aos outros eu me amei”. É o ponto de inflexão: o amor deixa de ser algo a ser buscado fora e passa a ser reconhecido como presença interna. O fecho — “Hoje não busco mais o amor / Pois ele por si vive em mim” — inverte a lógica inicial: em vez de pedir amor, o eu oferece vida em comum: “Quem quiser chegar compartilhar a vida / Que venha para compartilharmos / Experiência lealdade amor ....
”Em suma"
É um poema que fala, com honestidade, de uma passagem muito comum: do amor como busca de validação ao amor como presença interna e oferta de vida. Com pequenos ajustes de imagem e ritmo, pode ganhar ainda mais força, sem perder essa voz direta e humana que já tem.