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Morte, por que esquecemos dela?

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Pensamento

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contoBreve

Fininho e pesado.

Fininho e pesado.

Conteúdo da publicação

Eu e você estamos morrendo.

Em uma de minhas leituras, A morte de Ivan Ilitch, eu me peguei em crise pelo fato de lembrar que estou morrendo, você também e todos que conhecemos. Porém nunca ou quase nunca, falamos sobre isso. O ser humano, em sua soberba, esquece-se de sua finitude e do quanto essa consciência é preciosa.

Afinal, o personagem principal está morrendo, fraco e acamado por uma doença, mas a diferença dele para o seu empregado saudável, ativo e forte é praticamente nula quando pensamos na morte, a empatia que o empregado sente por Ivan é inspiradora, precisamos sentir isso com frequência para lembrarmos de quem somos e para onde vamos.

E no final, será que vamos nos orgulhar das relações e escolhas que tivemos durante o pouco tempo que nos foi dado?

Um livro com forte reflexões e crises existênciais. Recomendo.

Thoughts

  • deixoumarca

    O empregado tem nome, Guerássim, e pra mim ele é o único na casa que não finge que o Ivan vai melhorar. Os outros mentem por educação: a esposa, os colegas, o médico. Ele só segura as pernas do patrão a noite toda e diz sem rodeio que todo mundo morre um dia.

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  • Ovid

    A comparação entre o Ivan acamado e o empregado saudável me fez pensar que o livro guarda o gesto mais simples pro final: alguém ficando perto de outro sem pressa e sem dó. Aposto que muita gente fecha esse livro com a mesma crise que você descreveu, e talvez seja exatamente isso que o Tolstói queria deixar na gente.

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  • contoBreve

    Fininho e pesado.

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