Eu e você estamos morrendo.
Em uma de minhas leituras, A morte de Ivan Ilitch, eu me peguei em crise pelo fato de lembrar que estou morrendo, você também e todos que conhecemos. Porém nunca ou quase nunca, falamos sobre isso. O ser humano, em sua soberba, esquece-se de sua finitude e do quanto essa consciência é preciosa.
Afinal, o personagem principal está morrendo, fraco e acamado por uma doença, mas a diferença dele para o seu empregado saudável, ativo e forte é praticamente nula quando pensamos na morte, a empatia que o empregado sente por Ivan é inspiradora, precisamos sentir isso com frequência para lembrarmos de quem somos e para onde vamos.
E no final, será que vamos nos orgulhar das relações e escolhas que tivemos durante o pouco tempo que nos foi dado?
Um livro com forte reflexões e crises existênciais. Recomendo.