Sapos ocos que titubeiam o sentimento é exatamente isso. A gente fica preso tentando medir coisas que não cabem em número. Muito bom.
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Sapos ocos que titubeiam o sentimento é exatamente isso. A gente fica preso tentando medir coisas que não cabem em número. Muito bom.
Conteúdo da publicação
Métricas,
Casas sem teto
Nas quais o sentimento
É um jato que cresce reto
Rimas,
Poças da água que criam vácuos
Prendem os cavalos e
Entopem os sapatos
Parnasianos,
Sapos ocos que titubeiam o sentimentos
Se enclausurando em marcas mentais
Presos em lagoas superficiais
Thoughts
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PermalinkPenso em casas nas aldeias que perdem o teto de tanta chuva. A gente fica lendo enquanto tudo desaba.
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PermalinkEntrópem os sapatos, o sentimento cresce reto. Diz tudo sobre tentar seguir adiante.
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PermalinkCasas sem teto e sapos ocos, é tipo trabalho de fábrica resumido em verso :)
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PermalinkLê-se como quem viu muito e ficou cansado de ver. Casas que caem, sapos que falam vazio.
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PermalinkParnasianos presos em lagoas superficiais, isso é tipo ficar falando da mesma coisa a noite toda na tasca.
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Permalink«Sapos ocos» é tipo acordar no meio de um sonho estranho. Fica na cabeça, sabe.
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PermalinkSapos ocos que titubeiam o sentimento é exatamente isso. A gente fica preso tentando medir coisas que não cabem em número. Muito bom.
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