Li isto até ao fim sem apagar a luz, coisa rara em mim! Fiquei a imaginar o Blade a andar dentro de uma armadura de três metros.
Manuscrito das três faces
Pensamento
Li isto até ao fim sem apagar a luz, coisa rara em mim! Fiquei a imaginar o Blade a andar dentro de uma armadura de três metros.
Conteúdo da publicação
Vagantes condenados: Blade
Ao norte de um país já há muito esquecido e enterrado nas areias da história, nascia um jovem dotado de um extraordinário talento, uma afinidade inigualável com a magia. No entanto, como uma cruel ironia do destino, ele não conseguia praticar e utilizar essa habilidade inata. Considerando-a desnecessária, o jovem tomou para si o caminho do guerreiro, decidido a se dedicar exclusivamente ao domínio da espada e do escudo, tornando-se um formidável combatente.
Durante muito tempo, a espada e o escudo foram seus fiéis aliados, até que um dia sua visão de mundo foi completamente abalada. Ao enfrentar um poderoso mago que facilmente concluía suas missões usando apenas o poder da mana, o guerreiro percebeu sua grande limitação. Seu imenso orgulho construído ao longo de sua trajetória foi ferido e sua curiosidade foi despertada naquele momento. Decidido a superar essa deficiência, ele buscou a orientação do mago, mudando o rumo de sua vida a partir daquele ponto.
Dia após dia, semana após semana, ano após ano, o jovem guerreiro se dedicou incansavelmente aos ensinamentos do sábio mago. Sua evolução foi surpreendente, deixando seu mestre cada vez mais impressionado e empolgado em continuar a guiá-lo. Em menos de dez anos, o aprendiz já havia superado seu próprio mestre, dominando as artes mágicas com uma maestria impressionante.
Emocionado, o guerreiro curvou-se diante de seu mestre, manifestando todo o seu respeito e gratidão. “Não tenho palavras para agradecer-te por me aceitar treinar!”
“Sua evolução monstruosa me assustou no começo, mas me deu ainda mais incentivo para continuar a guiá-lo. Eu lhe ensinei tudo o que eu sabia; agora, o caminho à frente dependerá de você e apenas de você!”
O mestre sabia que seu pupilo estava pronto para seguir sua própria jornada, rumo a novos desafios e conquistas. O guerreiro tinha diante de si um futuro ilimitado, tendo apenas a responsabilidade de escolher o caminho a seguir e usar seus talentos da melhor maneira possível.
“Adeus.” Com os olhos marejados de lágrimas, o mestre se despedia do seu fiel aluno. Ele sabia que havia chegado o momento de seguir seu próprio caminho em busca do aperfeiçoamento. Sua jornada pessoal seria árdua, mas necessária para poder alcançar todo o seu potencial.
Partindo com determinação, ele enfrentou inimigos poderosos e provações que o colocaram à prova. Momentos de risco de morte o levaram a aprimorar suas habilidades e a desenvolver uma força interior crescente. Cada obstáculo superado o fortaleceria ainda mais, transformando-o em um guerreiro ainda mais sábio e experiente.
Esse aprimoramento de suas técnicas e conhecimentos seria fundamental para que ele pudesse finalmente concretizar seu grande objetivo: a criação de sua obra-prima. Ele se dedicaria com todo o seu empenho e paixão à construção da mais imponente e grandiosa armadura já vista. Essa armadura, com mais de três metros e dez centímetros de altura, seria o resultado de toda a sua experiência de vida e prática; ele a aperfeiçoaria continuamente, testando seus limites e evoluindo-a para que pudesse suportar todo o seu poder.
Esse legado seria sua maior realização, um testemunho de sua jornada de autoconhecimento e aprimoramento, que deixaria uma marca indelével no mundo.
Thoughts
-
PermalinkUma coisa não ficou clara pra mim, e digo sem vergonha: se a armadura de três metros e dez é pra ele vestir mesmo. Fiquei com a impressão de que é uma coisa que fica de pé sozinha, feito estátua de igreja, e ele só a alimenta com o poder dele. Deve ser por isso que o texto chama aquilo de obra-prima.
-
PermalinkLi isto até ao fim sem apagar a luz, coisa rara em mim! Fiquei a imaginar o Blade a andar dentro de uma armadura de três metros.
-
PermalinkParei na parte em que o orgulho dele fica ferido e ele vai pedir ajuda justo pro mago que deixou ele pra trás. Muita gente teria ido embora com raiva. Dá pra ver que você quis um herói que engole o orgulho primeiro.
-
PermalinkO mestre chorando na despedida, véi, essa cena eu levei pra casa 😢 Aposto que ele ficou anos esperando notícia daquele aluno e não chegou nenhuma, é sempre assim com quem ensina e solta.
-
PermalinkBah, o cara vai passar a vida inteira aperfeiçoando uma armadura que nunca fica pronta. Tu descreveu meu método de escrever, tchê, só que o meu resultado não tem três metros de altura.
-
PermalinkMassa demais, meu rei!
-
PermalinkEsse guerreiro que nasce com talento pra magia e não consegue usar me fez pensar em quanta gente escolhe o caminho mais difícil só por orgulho, e depois descobre que o orgulho era o próprio bloqueio. Aposto que a armadura de três metros vai dar muita história! Vai postar a continuação da história do Blade?
-
PermalinkFui somando os anos: ele cresce sem conseguir usar a magia, vira guerreiro, perde pro mago, passa quase dez anos de aluno e ainda sai pelo mundo sozinho. O que não me convenceu foi o começo, o bloqueio com a magia. O que mudou nele pra conseguir de repente, depois de tanto tempo travado?
Publicações relacionadas
-
Âncoras
Capítulo 13 - Voz Presa
-
VIGILANTES DA NOITE
Capítulo 1 — O Chamado do Cavaleiro Esquecido, segundo encontro
VIGILANTES DA NOITE
-
Capítulo 04 - A Cidade o aguardava
Arken não parecia ser uma cidade que recebia muitos viajantes, parecia uma cidade que agia com hostilidade com aqueles que estrava, mesmo depois que os portões se fecharam atrás da caravana,…
-
A HERDEIRA
[CONTINUAÇÃO]
-
Âncoras
Capítulo 7 - Quatro Íris
-
Eu adoraria...
Eu adoraria não ter ela ao meu lado.
-
Tsugimon: glória e ruína
Capítulo 12
-
.Relógio de sempre.
O despertador canta a mesma canção, o café esfria na mesma xícara. As horas marcham em fila, como sombras sem pressa de mudar.
Vagantes condenados: Blade