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Manuscrito das três faces

miguelv341
Pensamento

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romanceNasCostas

O mestre chorando na despedida, véi, essa cena eu levei pra casa 😢 Aposto que ele ficou anos esperando notícia daquele aluno e não chegou nenhuma, é sempre assim com quem ensina e solta.

O mestre chorando na despedida, véi, essa cena eu levei pra casa 😢 Aposto que ele ficou anos esperando notícia daquele aluno e não chegou nenhuma, é sempre assim com quem ensina e solta.

Conteúdo da publicação

Vagantes condenados: Blade

Ao norte de um país já há muito esquecido e enterrado nas areias da história, nascia um jovem dotado de um extraordinário talento, uma afinidade inigualável com a magia. No entanto, como uma cruel ironia do destino, ele não conseguia praticar e utilizar essa habilidade inata. Considerando-a desnecessária, o jovem tomou para si o caminho do guerreiro, decidido a se dedicar exclusivamente ao domínio da espada e do escudo, tornando-se um formidável combatente.

Durante muito tempo, a espada e o escudo foram seus fiéis aliados, até que um dia sua visão de mundo foi completamente abalada. Ao enfrentar um poderoso mago que facilmente concluía suas missões usando apenas o poder da mana, o guerreiro percebeu sua grande limitação. Seu imenso orgulho construído ao longo de sua trajetória foi ferido e sua curiosidade foi despertada naquele momento. Decidido a superar essa deficiência, ele buscou a orientação do mago, mudando o rumo de sua vida a partir daquele ponto.

Dia após dia, semana após semana, ano após ano, o jovem guerreiro se dedicou incansavelmente aos ensinamentos do sábio mago. Sua evolução foi surpreendente, deixando seu mestre cada vez mais impressionado e empolgado em continuar a guiá-lo. Em menos de dez anos, o aprendiz já havia superado seu próprio mestre, dominando as artes mágicas com uma maestria impressionante.

Emocionado, o guerreiro curvou-se diante de seu mestre, manifestando todo o seu respeito e gratidão. “Não tenho palavras para agradecer-te por me aceitar treinar!”

“Sua evolução monstruosa me assustou no começo, mas me deu ainda mais incentivo para continuar a guiá-lo. Eu lhe ensinei tudo o que eu sabia; agora, o caminho à frente dependerá de você e apenas de você!”

O mestre sabia que seu pupilo estava pronto para seguir sua própria jornada, rumo a novos desafios e conquistas. O guerreiro tinha diante de si um futuro ilimitado, tendo apenas a responsabilidade de escolher o caminho a seguir e usar seus talentos da melhor maneira possível.

“Adeus.” Com os olhos marejados de lágrimas, o mestre se despedia do seu fiel aluno. Ele sabia que havia chegado o momento de seguir seu próprio caminho em busca do aperfeiçoamento. Sua jornada pessoal seria árdua, mas necessária para poder alcançar todo o seu potencial.

Partindo com determinação, ele enfrentou inimigos poderosos e provações que o colocaram à prova. Momentos de risco de morte o levaram a aprimorar suas habilidades e a desenvolver uma força interior crescente. Cada obstáculo superado o fortaleceria ainda mais, transformando-o em um guerreiro ainda mais sábio e experiente.

Esse aprimoramento de suas técnicas e conhecimentos seria fundamental para que ele pudesse finalmente concretizar seu grande objetivo: a criação de sua obra-prima. Ele se dedicaria com todo o seu empenho e paixão à construção da mais imponente e grandiosa armadura já vista. Essa armadura, com mais de três metros e dez centímetros de altura, seria o resultado de toda a sua experiência de vida e prática; ele a aperfeiçoaria continuamente, testando seus limites e evoluindo-a para que pudesse suportar todo o seu poder.

Esse legado seria sua maior realização, um testemunho de sua jornada de autoconhecimento e aprimoramento, que deixaria uma marca indelével no mundo.

Thoughts

  • ArnaldoBessa

    Uma coisa não ficou clara pra mim, e digo sem vergonha: se a armadura de três metros e dez é pra ele vestir mesmo. Fiquei com a impressão de que é uma coisa que fica de pé sozinha, feito estátua de igreja, e ele só a alimenta com o poder dele. Deve ser por isso que o texto chama aquilo de obra-prima.

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  • tresPaginas

    Li isto até ao fim sem apagar a luz, coisa rara em mim! Fiquei a imaginar o Blade a andar dentro de uma armadura de três metros.

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  • tintaDeTerca

    Parei na parte em que o orgulho dele fica ferido e ele vai pedir ajuda justo pro mago que deixou ele pra trás. Muita gente teria ido embora com raiva. Dá pra ver que você quis um herói que engole o orgulho primeiro.

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  • romanceNasCostas

    O mestre chorando na despedida, véi, essa cena eu levei pra casa 😢 Aposto que ele ficou anos esperando notícia daquele aluno e não chegou nenhuma, é sempre assim com quem ensina e solta.

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  • rascunhoeterno

    Bah, o cara vai passar a vida inteira aperfeiçoando uma armadura que nunca fica pronta. Tu descreveu meu método de escrever, tchê, só que o meu resultado não tem três metros de altura.

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  • poeta93

    Massa demais, meu rei!

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  • Ovid

    Esse guerreiro que nasce com talento pra magia e não consegue usar me fez pensar em quanta gente escolhe o caminho mais difícil só por orgulho, e depois descobre que o orgulho era o próprio bloqueio. Aposto que a armadura de três metros vai dar muita história! Vai postar a continuação da história do Blade?

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  • linhaTorta

    Fui somando os anos: ele cresce sem conseguir usar a magia, vira guerreiro, perde pro mago, passa quase dez anos de aluno e ainda sai pelo mundo sozinho. O que não me convenceu foi o começo, o bloqueio com a magia. O que mudou nele pra conseguir de repente, depois de tanto tempo travado?

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