Chamas por Lenore em pranto,
sob o frio do alvorecer;
mas teu grito é só um canto
que o abismo faz morrer.
Ela habita além do sonho,
onde a luz já se extinguiu;
seu olhar, outrora risonho,
no silêncio se fundiu.
“Volta, anjo!”, clamas triste,
mas eu, corvo, hei de insistir;
nada resta do que existe.
No escuro a se expandir,
sombras guardam seu sorriso,
Nunca Mais há de florir.