Lembro de quando ainda era criança,
Com olhos cheios de esperança.
Pérolas que brilhavam diante de tudo que via.
E na cara um sorriso de pura alegria.
Lembro-me também, das estrelas,
Imaginava-me a voar entre elas.
Hoje as procuro, e nada encontro,
Talvez sejam frutos de um conto.
Mas não sou louco, sei que existem,
Ou que pelo menos existiam,
Então onde se escondem?
Para onde foram?
Levei tanto tempo a entender,
Somente fora da selva de concreto pude ver.
Elas ainda existem e continuam aqui,
Mas não deveria ser assim.
Nós as roubamos do céu,
E iluminamos as cidades.
Hoje, há um céu negro,
E uma Terra clara.