Café
Café.
Mesa, computador,
garrafa de café, xícara.
Ideias, teclado,
caderno, óculos.
Banco, uma casa,
janela, céu.
Uma chuva, muitas árvores,
na minha direção,
um animal.
Sei que faltou o cigarro,
mas te conto um segredo:
não fumo.
Minha droga é meu café,
minha canção é minha inspiração.
Batido o ritmo,
toco a ponta dos pés.
Esqueci que o frio chegou,
não tenho saia para sair.
Tão logo,
toco meu violão.
Imagina...
pego meu lampião,
meu fogão.
Já lembrei:
meu chimarrão,
e meu pinhão.
Na minha cadeira de balanço,
olhando para a minha solidão..
ANA CRISTINA PORONHAK DE CARVALHO