Por Lucien Vieira | 20 de setembro de 2026
Por que não sei...
com certeza,
não sei o quanto sei —
e, muito menos,
é evidente,
o quanto não sei.
Presumidamente,
se não sei
o quanto sei
e o quanto não sei —
o que constitui
o meu digno inventário
da ignorância —,
é sugestivo,
diante
do meu estado
de (im)possibilidades,
que talvez
eu seja
um sujeito
do acaso(?),
criteriosamente inteligente...
Poema filosófico-minimalista de caráter epistemológico e reflexivo.
... eu lírico reconhece que não sabe medir nem o quanto sabe nem o quanto ignora, concluindo que essa consciência dos próprios limites pode ser um indício de verdadeira inteligência. A obra valoriza a humildade intelectual e sugere que o saber mais profundo começa quando se admite a própria ignorância.