Minhas fábulas dialogam com a tradição fabulística, mas não se limitam à função tradicional de transmitir uma lição de moral. Interessa-me explorar a capacidade da narrativa alegórica de provocar questionamentos sobre a existência, os sentimentos e as contradições humanas.
Em vez de entregar uma verdade pronta ao final da história (lição de moral), procuro construir um desfecho reflexivo (Semente reflexiva), capaz de deslocar o leitor de suas certezas e convidá-lo a elaborar as próprias interpretações. A narrativa não pretende necessariamente ensinar como se deve pensar, mas criar condições para que o pensamento aconteça.
Nessa perspectiva, a fábula deixa de ser apenas um instrumento de transmissão moral e passa a funcionar também como espaço de investigação simbólica e existencial. A história termina, mas sua questão permanece aberta na consciência de quem a lê, com uma "Semente reflexiva" particular para cada leitor.