Duas palavras no fim e o poema inteiro vira outro. Saber onde parar também é fisiologia.
FISIOLOGIA DA PAIXÃO
Por Lucien Vieira | 11 de setembro de 2026
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Pensamento
Duas palavras no fim e o poema inteiro vira outro. Saber onde parar também é fisiologia.
Conteúdo da publicação
Por Lucien Vieira | 11 de setembro de 2026
O desejo me fez despertar — tesão.
Os espaços dos dengos desarrumados
musicam sons sussurrados,
gemidinhos, toques e agrados.
Aspergiam no ar
o aroma excitante de corpos suados,
sinais vivos da invasão
da desordem racional.
Ofegâncias perceptíveis da respiração,
efeitos claros de ritmos cardíacos descompassados:
exercícios da lógica irracional da paixão.
A seguir a tal explosão
de múltiplos sentimentos,
é a ordem fisiológica, naturalíssima, do momento.
Quando o um se transforma
e se funde ao outro,
e o outro aceita
e se amolda na forma do um,
formatando um perfeito único sujeito
— Comum.
Invasão de êxtase,
exaustão, relaxamento...
Aparece o som agudo
de declarações silenciosas — olhar no olhar —,
atestando as muitas histórias afetuosas
de recíprocas paixões...
— Ou não.
Poema lírico-reflexivo de temática amoroso-erótica.
O texto descreve as manifestações fisiológicas e afetivas do encontro amoroso, culminando na sensação de união entre os amantes, mas conclui lembrando que a reciprocidade dos sentimentos nem sempre acompanha a intensidade da experiência vivida.
Thoughts
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PermalinkEsse final com o Ou não muda o poema inteiro pra mim. Tudo antes é união, os dois virando um só, e aí duas palavras lembram que a outra pessoa pode ter vivido uma noite completamente diferente. Aposto que essa linha nasceu primeiro e o resto foi escrito pra chegar nela. Obrigado por postar, Lucien!
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PermalinkDuas palavras no fim e o poema inteiro vira outro. Saber onde parar também é fisiologia.
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