A esponja, a fita e a sacola.
A esponja é aquela que suga seus problemas, te deixa mais leve, como se limpasse tudo de ruim dentro de você.
Mas, se você não escuta os problemas dela também, ela te prende até com algemas.
E aquilo que antes te aliviava começa a sugar a sua energia.
Já a fita é aquela que te segura pra não cair, mas nem sempre fica tempo suficiente pra te ver de pé outra vez.
E a sacola é aquela que te ajuda a carregar os pesos, mas, de tão frágil, pode rasgar no meio do caminho.
Então, quem seria a melhor companhia?
A verdade é que pessoas não são objetos. Não dá pra definir alguém por aquilo que ela oferece. Pessoas são imprevisíveis, mudam de ideia, de humor e até de sentimentos. Uma hora gostam de você, na outra parecem não te suportar.
E, por mais irritante que seja, faz parte de conhecer alguém.
Porque, se a vida fosse fácil, não teria graça. Não descobriríamos o que existe por trás de cada pessoa, nem aprenderíamos tanto com quem chega, com quem fica e até com quem vai embora.
E, convenhamos, também não saberíamos como é levar uns bons esculachos dos outros.
Então, se for pra te dar uma dica:
Não procure uma amiga sem defeitos, porque você também não é.
Procure alguém que, mesmo sendo uma bomba de emoções, escolha ficar quando tudo virar uma bagunça.
Alguém que não te faça sentir culpada por ter problemas, nem te obrigue a esconder os seus pra cuidar dos dela.
Porque, no fim, amizade não é sobre quem consegue carregar mais peso, mas sobre quem não solta a sua mão quando o peso fica difícil demais.
E talvez a melhor companhia não seja aquela que nunca te deixa cair, mas aquela que, depois de te ver no chão, senta ao seu lado e pergunta:
"Tá, e agora? Como a gente sai dessa?"
— Jessy Black.