A primavera chegou,
canta a cigarra
a esperança de um velho amor.
A primavera chegou,
canta a cigarra
a esperança de um velho amor.
Uma cigarra cantando esperança cabe inteira em uma linha, e isso me ganhou. Já «Convergência», poema daqui também, entrega o amor ao mar e às suas ondas.
Velho amor com esperança tem jeito de alguém que já foi e pode estar voltando, igual a cigarra que some o ano todo e reaparece.
Cigarra cantando é sinal de calor chegando, e o poema põe o velho amor junto com ela, como se voltasse com a estação. Em três versos já dá pra sentir o mormaço.
No pé da musa,
À beira do ribeiro, Faz as vezes de lixeiro — O abutre.
Tudo que vai... fica.
Tem coisas difíceis de falar,
Da paçoca, a cor.
Liberdade é pertencer,
Ali me raptaste com tua sedução;
Me sinto mal, Me sinto mal em fazer as coisas para ela E pensar que tudo pode acabar, Que o carinho pode machucar.
A primavera chegou,