Da paçoca, a cor.
Do mel, o sabor.
Das flores, o odor.
Dos homens, a dor.
Das dores, o amor.
Da paçoca, a cor.
Do mel, o sabor.
Das flores, o odor.
Dos homens, a dor.
Das dores, o amor.
Cinco versos na mesma rima em or, cada um tirando uma coisa de outra coisa. Isso no sertão dava mote de repente, o cantador pegava o último verso e ia a tarde inteira em cima dele.
Começa parecendo letra de forró, paçoca, mel, flor, tudo doce, e no quarto verso o homem aparece trazendo dor. Pra mim os três primeiros são ela e os dois últimos são o que fizeram com ela.
No pé da musa,
Tudo que vai... fica.
À beira do ribeiro, Faz as vezes de lixeiro — O abutre.
Tem coisas difíceis de falar,
Ali me raptaste com tua sedução;
Liberdade é pertencer,
OS GUERREIROS DA LUZ
Capítulo 1 — O despertar dos escolhidos e o retorno de Baal
Da paçoca, a cor.