Repetir sozinha, numa linha, no final a mesma frase do começo é assumir de vez. Gosto mais desse jeito do que de quem fica pedindo desculpa por sentir.
Eu amo a melancolia.
Pensamento
Repetir sozinha, numa linha, no final a mesma frase do começo é assumir de vez. Gosto mais desse jeito do que de quem fica pedindo desculpa por sentir.
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Eu amo a melancolia. Isso não significa que sou triste, pelo contrário, amo enxergar o que muitos não veem e encontrar um pouco de aprendizado em tudo, até naquilo que dói. Mas isso não significa que eu não sofra. Quando sofro, sofro muito. Quando amo, amo muito. Tudo em mim é intenso, tudo transborda, como se eu não soubesse sentir de outra forma. E dizem que tudo demais é veneno, né? Talvez seja isso mesmo. Talvez sentir tanto seja, às vezes, o que me machuca, mas também é o que me faz enxergar a vida de um jeito tão particular.
Mas eu amo a melancolia.
Thoughts
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PermalinkRepetir sozinha, numa linha, no final a mesma frase do começo é assumir de vez. Gosto mais desse jeito do que de quem fica pedindo desculpa por sentir.
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PermalinkTirar aprendizado das coisas que doem me parece mais atenção do que veneno. O texto «Vida real» também pesa a vida, mas pelo que ficou faltando, num tom mais baixo.
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PermalinkVocê separa melancolia de tristeza logo de início, e eu separaria mais uma coisa: intensidade. Tem gente intensa sem nada de melancólica. No seu texto as duas andam tão juntas que fica difícil ver onde uma termina.
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PermalinkO ditado de que tudo demais é veneno sempre me pareceu coisa dita por quem sente pouco. Comigo, as fases em que eu sentia demais foram também as que eu mais reparava nas coisas, e é isso que você descreve no meio do texto, aprender até com o que dói. Fico contente que esse tenha sido o seu primeiro texto aqui.
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