Tenho estado cansada e desesperançosa, casada de reagir com impulsividade e me arrepender logo em seguida e desesperançosa com as dores articulares e atitudes de terceiros que podem ou não me afetar direto ou indiretamente.
Depois do dia 06 tenho repensado as minhas atitudes e tudo que me levou a estar na minha profissão, a ter 6 gatos, a não reclamar quando vejo algo que pra mim é de fácil resolução enquanto para os outros é inegociável e passível de 3° Guerra empresarial.
Tenho odiado viver em sociedade, mas também tenho me condenado três vezes mais por me isolar tanto das outras pessoas.
Tenho tentado e juro, estou tentando ser menos paranóica mais simpática, mas sempre parece que estou em uma zona de guerra com um estilingue torcendo para não levar um tiro de Ak47 no meio da testa.
Talvez eu tenha a mente muito fraca e qualquer um consiga comer meu juízo com maestria ou o fato de não negar fogo e cair pra briga sempre que se enganam achando que sou fraca por ser simpática tenha sugado toda a minha calma, pode não ser nenhuma dessas opções também, só sei que estou exausta e desesperançosa.
É um buraco no peito que a tempos não sentia, uma tristeza misturada com um ódio desmedido que nada pode arrancar, estou preparada para a briga ao mesmo tempo que me jogaria debaixo de um caminhão só pra não precisar escrever o relatório de fim de plantão ou sentir as dores das minhas articulações inflamadas, corpo mais triste é muito mais forte disse a Pitty, mas nos últimos dias tenho discordado categoricamente dessa afirmação.
As dores, a tristeza, o ódio e a desesperança tem arrancado todas as minhas forças, mas também não sei se quero voltar a ter plena saúde e vontade de viver, apesar de ser um lugar de miséria o que me estou agora, é confortável, ainda me falta coragem para combater isso de frente.