Olá boa noite, não sei como começar este blog, também não sei se alguém vai ler e se importar com a história da minha vida. Porém eu... só.... Queria deixar algo escrito aqui para que alguém leia e veja que alguém já existiu aqui neste mundo.
Bom,... Não direi meu nome, não quero que ninguém saiba, apenas que alguém leia mesmo. Eu nasci no ano de 1981, o dia não sei al certo, porém colocaram uma data na minha certidão de nascimento. Não conheço todos os detalhes de quando eu nasci, apenas sei por partes. A história que me contaram foi que... Havia uma mulher que veio para o estado de Rondônia a anos atrás para fazer um concurso público, e aqui ela se envolveu com um rapaz, e desse envolvimento eu surgi. Porém naquela época as famílias não aceitavam mulheres solteiras e grávidas sem marido ,creio eu que ela por medo de represálias, esperou eu nascer , daí ela me deixou na cara se um senhor, porém este senhor não tinha como cuidar de um bebê , então na época ele recorreu a um casal que era muito popular na cidade, disse se poderia ficar comigo uns 15 dias até ele arrumar alguém..... Só que aí ele nunca voltou, ou seja, abandonada pela 2⁰ vez. Está família vendo que este senhora não iria voltar, simplesmente resolveram me adotar. É aí que tudo começa...... Bom lembro de algumas coisas de minha infância, lembro que eu brincava, do senhor que aprendi a chamar de pai me cuidando, lembro me mais dele presente que a senhora que aprendi a chamar de mãe mais distante. Bom este casal tem 4 filhas , e sim todas mulheres, porém não se afeiçoaram de mim. Bom lembro me dá escola no jardim de infância, lembro me que estudei numa escolinha que ficava nas dependências da igreja católica a principal aqui da cidade, e lá as irmãs que davam aulas, lembro me que já ali começavam já algumas pessoas a não gostarem de mim. Uma vez uma freira bateu nas minhas mãos com uma varinha e puxaram minhas orelhas, eu só tinha 3 anos, não sei o que fiz de errado, não lembro. Bom, dali fui ao pré escola em outra igreja católica, porém mais perto de onde eu morava, e lá conclui o pré escola. Depois de lá passei para uma escola normal e estudei nesta escola até a 5⁰ série. Eu cresci assim,se vc não estudar e reprovar vc vai apanhar. E eu tinha medo de apanhar pq doía muito, eu apanhava muito por qualquer coisa. Então, ao longo da 1⁰ série até a 5⁰ eu passei por várias coisas, eu cresci e brinquei muito, mais apanhava muito, lembro me que com 11 anos minha prima disse me com raiva de mim que eu era adotada, que eu não era filha de verdade. A noite qd eu estava na minha cama eu comecei a pensar que tudo aquilo seria vdd pq, eu comecei a encaixar várias coisas na minha cabeça. Comecei a juntar as peças, tipo pq sempre que eu entrava na cozinha para beber água , e lá estava a minha irmã mais velha , ela não gostava da minha presença lá enquanto ela tivesse lá, lembro me dela pegando garfo e me espetando para sair dali, lembro dela me olhando com tanto ódio , lembro me dá filha n⁰ 4, ela me odiava , falava que eu tinha tomado o lugar dela. Aí gente , não sei pq tanto ódio sobre mim, são tantas coisas ruim, claro tive boas porém as ruins eram muito mais. Eu falo uma coisa a vcs, se forem adotar alguma criança, por favor não maltratem, poxa elas não pediram estas situações. As outras irmãs que tinham tem a mais velha essa que me espetava com um lugar a segunda que entrou na polícia militar e aí vinha e tinha uma que jogava futebol tinha não tem né tá viva hoje e essa que era Caçula depois que eu vi ela não era mais a caçula né então eu lembro que a mais velha sempre vinha para cima de mim me agredir até que um dia quando a casa tava cheia de gente ela veio ficar falando para mim sair da cozinha eu tinha uns 15 anos ela falava para eu sair da cozinha que ela não gostava na cozinha e veio com um prato na mão para jogar em cima de mim mas nesse dia eu decidi que ela não ia mais fazer isso comigo então eu peguei e deu um pisou na barriga dela depois desse dia ela nunca mais tocou em mim. A quarta filha viveu a vida dela tudo em prol do que ela achava que eu prejudiquei a vida dela que na verdade eu não prejudiquei nada a vida dela ressentida com inveja ciúmes ela mesmo entrou numa depressão profunda isso diz ela né encrencava demais brigava por tudo por um lençol por um uma comida qualquer coisa ela e o diabo e um dia ela disse que a culpada pela vida dela ser daquele jeito era minha que se eu não tivesse ido para aquela casa ela não estaria daquele jeito ou seja ela deixou de viver a vida dela de terminar os estudos de construir a vida dela de ter uma vida boa porque ela vive em função de mim achava que eu destruir a vida dela imagine um bebê que parou ali do nada sem pedir destruir a vida de alguém foi anos assim ela faleceu e sinceramente eu dei graças a Deus. Eu sempre fui uma criança quando eu era pequena eu era magrinha depois eu fui engordando depois que eu tive minha primeira menstruação eu tinha 11 anos de idade e aquilo foi frustrante para mim mas eu resolvi tudo sozinho e no decorrer desses meus 11 anos até meus 16 15 por aí o meu pai traiu a minha mãe e ele se divorciaram tipo a culpa veio para cima de mim as pessoas diziam que ela falava que eu era culpada por eles ter esse divorciado ai gente eu fui culpada por tantas coisas nesse meio tempo me chamavam de ladrona de estelionatária de falsificadora de tudo tudo era chamada de f************ de v******** que não serviu para nada aí foram muitas coisas aí vocês perguntam mas será que ela fez isso mesmo não eu nunca roubei ninguém aqui dessa casa nunca fiz nenhuma falsificação nem sei como se faz eu nunca fiz nada disso mas eu penso assim meu Deus já pensou se fosse tudo isso que diabo de ladrão na pobre eu sou né falsificadora muito pobre uma pessoa que enganou tanta gente né não tem uma casa não tem bens materiais não tem nada é uma pessoa muito pobre né eu pensei né eu nunca tive nada chorava por uma calcinha por um sutiã novo por uma roupa nova no centro as mesmas reclamações ai é muito caro Ah porque isso porque eu era muito gordinha sabe eu cheguei a pesada eu fui pedir para mim morar na casa da minha irmã que era militar na época depois desses dois anos eu voltei para casa em casa limpava fazer comigo e ficava dentro do quarto quando era no final da tarde eu saía aí para por causa das colegas das amigas dos vizinhos aqui e voltava assim tipo três quatro cinco horas da manhã porque aí eu chegava tomava banho deitado aí no outro dia era a mesma coisa eu evitava muito ficar dentro de casa nessa época por causa de brigas e para o meu bem estar emocional eu já não tinha o meu emocional é bom naquela época eu aí teve uma época que eu tava com 22 anos de tanta coisa ruim eu queria ir embora daí minha mãe perguntou se eu queria ir para onde tava a amiga dela né que era na Europa eu disse que sim aí eu fui para Europa aí eu passei quatro anos lá daí eu aprendi muito lá mas eu vivi muito sozinha era só eu né tipo assim eu não tinha a família lá fora mas eu aprendi a viver só a trabalhar mas me virar né com muitos baixos muitos aí depois eu voltei em 2007 no final de 2007 daí eu tinha 27 anos ia fazer 28 aí fui fazendo uns bico aqui outros ali me endivitei e daí eu fui para Fortaleza porque os amigos lá da Europa disse que ia me ajudar a voltar só que aí não deu certo não eu fui deportada né e aí eu não desisti de ir para Europa muitas coisas aconteceram muitas coisas ruins pegada lá na casa da minha tia em Fortaleza e aí tava demorando muito para eles mandarem a passagem para mim só que lá eu não ficava de graça não assim eu limpava cozinhava né eu fazia tudo acordava 5 horas da manhã eu não tinha lugar para dormir eu dormia atrás do sofá em cima do mais sacolas de roupa lá e às vezes eu dormia dentro da sala de costura lá no chão lá não era limpo não mas eu dormia lá no chão lá arrumava um paninho no chão e dormia lá e daí depois eu consegui um trabalho numa casa de uma senhora lá morava lá e ganhava lá né conhecer umas pessoas legais que me ajudaram porque quando eu fui deportado eu voltei para onde eu saí que foi Fortaleza né e eu não tinha lugar para ficar aí eu aí eu fiquei numa casa abandonada lá e essas pessoas me levavam comida para eu comer mas eu fiquei lá até eu dar um jeito de conseguir o dinheiro para voltar para cá para essa cidade aqui daí quando eu fiz 30 anos né o meu pai adoeceu as filhas dele ninguém cuidou dele quem cuidou fui eu ainda fui humilhar na casa dele lá aí eu cansei sabe aí eu entrei numa letra muito grande só que eu sempre guardei para mim o chorava sozinha eu me tratava dentro do meu quarto e passava a noite chorando pedindo para Deus me levar embora porque que eu tava fazendo aqui peso peso para Terra peso para as pessoas eu passei no vestibular ninguém quis pagar uma faculdade para mim queria fazer um culto de manicure ninguém nunca foi pagar para mim hoje eu tenho 44 anos né nunca aprendi a dirigir nunca ninguém quis pagar assim é para eu eu também não conseguia muito emprego naquela época porque eu era muito gorda e aqui na cidade onde eu moro ou você é magrinha bonitinha ou senão você não consegue trabalho não ninguém contrata a gente gordo entendeu muito difícil só se for fechada mesmo e depois eu saí tu não cuida mais do meu pai não porque ele tava me acusando de muitas coisas ruins falando muita coisa eu voltei para cá aí depois de um tempo ele faleceu né aí depois que ele faleceu a minha mãe aqui ela eu não sei que milagre foi esse que ela fez ela me colocou como dependente dela no plano de saúde e já tinha feito seis meses tinha passado a carência naquela época eu tava com 30 anos e daí eu fiz a minha cirurgia bariátrica beleza assim né eu fiquei contente porque ela fez isso entendeu eu não entendi na época mas eu fiquei contente porque depois dali eu a minha vida mudou né eu fiquei magra né comecei a correr atrás das e daí trabalhava numa lanchonete à noite aí eu conheci o pai do meu filho e aí depois eu fui para Minas gerais casei lá e tive meu filho lá meu primeiro filho Miguel aí eu sofri muito também com meu marido não que ele fosse homem agressivo assim que bate não nunca fez isso não mas a família dele ele era muito submisso tudo era regrado e eu ajudava muito entendeu ajudar para pagar as contas e tudo e cuidar aí eu não aguentei aquilo me separei e vim embora para cá de novo com meu filho eu não tinha para onde ir como é que eu ia sair com aquela criança né aí eu voltei para cá criei meu filho aqui aí quando meu filho tinha dois aninhos eu conheci um rapaz aí depois que eu conheci esse rapaz eu fiquei com ele aí três anos se passaram com esse rapaz aí eu tive uma outra filha que hoje ela tem 6 anos meu filho mais velho tem 12 e ela tem que ser e eu nunca fui rica não foi sempre morando de aluguel ele pagando né e eu fazendo o que eu podia cuidando das crianças passando muita dificuldade a gente foi muito humilhado e nisso e eu parei de me cuidar porque eu não tinha dinheiro para cuidar das crianças e cuidar da minha saúde mas eu não vou ter engordar não continuar emagrecendo emagrecendo e eu fomos morar lá para cidade um dia de nascer que é no interior daqui e lá a gente passa uns 5 quase 6 anos e aí as dificuldades de ver com esse governo né daí eu acho dificuldade e aí eu falei ele não tava recebendo direito empresa me pagava atrasava e as contas atrasando o aluguel água luz e ele nervoso meu filho adoeceu passou uns quatro meses nesse meio tempo venderam aqui o terreno e todo mundo aqui pegou tipo 50 mil aí eu peguei só 40 e pouco tiraram pouco né e aí eu tentei deixar um dinheiro mas eu não eu tive que tirar para ajudar meu filho aí passou achei que meu filho tinha sido curado e beleza aí quando foi final do ano minha mãe queria ver as crianças aí a gente tava passando por muita dificuldade aí eu falei assim meu marido que agora eu nem sei se ele é mais que eu falei assim para ele eu vou fazer assim um tempo lá porque a mãe dele também não ia aceitar meu temperamento difícil né não é que eu tenho temperamento difícil é porque eu tenho costume de falar o que eu penso e eu não deixo mais ninguém me maltratar então eu me defendo eu luto por mim então se uma pessoa tá me magoando tá falando coisas que me deixam triste eu rebata eu não deixo ninguém meus presentes em cima de mim e eu sou muito sincera então as pessoas não gostam de gente assim as pessoas gostam de gente subir nisso aqui que você apanha apanha apanha da tua cara direita da tua cara e espero que você dê a tua cara e calada eu não sou desse jeito entendeu eu não sou mais assim aquela pessoa que era assim mudou com tanta batida na vida entendeu mas assim eu nunca desrespeitei só não escutava esculhambação de ninguém não escuta até hoje e eu não consigo aí eu vim para cá para cuidar da saúde do meu filho mas tá tão difícil viver aqui nessa casa é muito discussão é muita briga aqui o pessoal briga por tudo eles fazem caso por uma planta por uma agulha por um imã ou qualquer besteira eles arrumam brigadeiro eles querem que a gente calado entendeu fala aí quebra uma coisa acho que foi você quebrou aí teve umas que a outra ela foi lavar roupa lá atrás num tanto de lá que era só bati a cabeça tinha quebrado todo tempo com a minha filha de 6 anos fazendo maldade e ela é muito sensível eu já não tô muito bem eu tô eu não quero mais ele tem pai entendeu eu não posso ficar aqui ninguém gosta de mim me aceita aqui por causa das crianças eu não posso ficar lá na casa do pai da minha filha que a mãe dele não quer ninguém não me quer lá aceita as crianças mas não eu as crianças são grudadas de mim querendo ficar comigo mas para onde que eu vou com esses meninos então eu tô cansada gente é uma luta diária e ninguém pensa em mim ninguém vê o quanto eu sofro ninguém vê o quanto de chorar todo dia ninguém veio porque se passa dentro da minha cabeça o quanto as coisas dói todos os dias eu me preocupo eu não durmo direito eu não como direito eu voltei a fumar tô fumando muito muito muito eu já larguei eu não quero mais saber dessa vida então eu não tô ligando muito entendeu para nada assim eu vou deixar a a minha filha com o pai dela que ela vai ser muito bem criada e o meu filho eu vou deixar com o pai dele ou se ele não quiser ficar com o pai dele que ele fica aqui né se maltratar dele então eu eu vou para algum lugar tem uma cidade que eu quero ir tentar ver se consigo trabalhar mas eu não tô muito ligando para as coisas entendeu se acontecer um acidente e alguém quiser me matar por aí eu andando eu não vou fazer questão de nada eu vou partir aos poucos eu já tô partindo eu não aguento mais é uma o que eu busquei na minha vida toda eu nunca tive família compreensão empate acima de tudo eu não sei mais eu tô escrevendo isso aqui porque eu quero deixar um pedaço da minha história não sei podem criticar ou não mas eu tô cansada porque eu tento desabafar com alguém e as pessoas não querem mais eu não tô pedindo que ninguém me ajuda eu só queria desabafar entendeu não tenho nada eu não tô em casa eu tô sem trabalhar tô buscando emprego ninguém dá a minha idade aqui nessa cidade é muito difícil eu tenho medo de arrumar alguma coisa e deixar minha filha aqui alguém maltrata dela eu tô assim do jeito que eu não sei eu não aguento mais esse é uma história que eu tô contando da minha vida e é uma despedida também não sei mas é isso.