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Entre Quadros e Desejos

t4ay
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Eu sempre fui aquela menina introvertida, com um círculo de amigos bem pequeno e fechado — mas eu tinha a minha melhor amiga, e isso bastava. Claro que convivia com outras pessoas, só que Eloá era…

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Pensamento

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mariinha

A forma como voce narra a ansiedade eh muito boa, a gente sente o coração acelerado junto

A forma como voce narra a ansiedade eh muito boa, a gente sente o coração acelerado junto

Conteúdo da publicação

Eu sempre fui aquela menina introvertida, com um círculo de amigos bem pequeno e fechado — mas eu tinha a minha melhor amiga, e isso bastava. Claro que convivia com outras pessoas, só que Eloá era diferente: era a minha pessoa, a que estava sempre ao meu lado. Éramos do terceiro ano do ensino médio, as melhores alunas da sala, aquelas que todo mundo chamava de “nerds”.

Eu tinha 18 anos, nunca tinha beijado ninguém, nunca tinha tido namorado. Até apareciam alguns pretendentes, mas nenhum me chamava a atenção de verdade. Eu sempre soube que gostava de pessoas mais velhas — então digamos que não tinha muitas opções por aí, até porque é difícil achar alguém mais velho que não pareça já ter vivido demais, hahaha. As minhas fantasias sempre foram bem ousadas, mas a verdade é que guardava um segredo enorme: tinha um desejo intenso por um dos meus professores. Não vou dizer qual disciplina ele leciona nem o seu nome, mas o que começou como uma admiração silenciosa logo se transformou em algo muito mais forte… e essa história acaba ficando bem interessante.

Era um dia comum na escola. Como eu trabalhava o dia todo, estudava no período noturno — e isso, sem querer, acabou facilitando as coisas, hahaha. Naquela noite, entrei na sala e logo percebi que Eloá tinha faltado. Fiquei ali sozinha, na minha carteira, quando ele entrou. Fez algumas anotações rápidas no quadro branco, sentou-se na cadeira e, sem hesitar, voltou o olhar diretamente para mim — eu estava sentada bem à sua frente, e já o observava há algum tempo.

Há alguns dias, o que eu sentia por ele tinha crescido de uma forma que eu mesma não conseguia explicar. Era como se cada detalhe seu ficasse mais nítido, cada gesto mais marcante.

Ele me olhou com atenção, como se estivesse decifrando cada coisa em mim, e perguntou com uma voz calma, um pouco fria, mas que carregava uma curiosidade que me fez arrepiar:

— Terminou a atividade?

— Sim. — respondi, quase sem voz.

Levantei-me e levei o meu caderno até ele. Ele pegou, corrigiu devagar, escreveu algo no verso da última folha e me devolveu. Quando voltei para o meu lugar, percebi que ele não parava de observar a minha reação. Por um instante, tive a impressão absurda de que ele conseguia ler todos os meus pensamentos — pensamentos que não deviam existir dentro de uma sala de aula. Abri o caderno e li, em letras firmes e calmas: “Vamos à sala dos professores depois da aula?”

Ele continuava me olhando, esperando que eu fizesse algo. Engoli em seco e acenei devagar com a cabeça, confirmando. Vi o brilho mudar nos olhos dele — um brilho de desejo que ele não conseguiu mais esconder. Ele saiu primeiro e eu fui logo atrás. Antes de sair da sala, disse que ia resolver alguns assuntos administrativos, e eu fui adiante entregar alguns papéis para a coordenadora — afinal, eu era a representante da turma.

Ele caminhava à minha frente, atravessando o pátio escuro da escola, e eu não conseguia tirar os olhos dele: ombros largos, costas musculosas, cada passo firme e seguro. Chegamos ao corredor onde ficavam as salas dos professores, e ele me conduziu até uma pequena sala reservada, no fundo — simples, com uma mesa, uma cadeira e uma poltrona, e a porta que se fechou atrás de nós. O coração batia tão forte que eu achava que ele ia ouvir. Os meus pensamentos iam a mil, sem saber o que esperar…

Então ele se aproximou devagar e tocou o meu rosto. A sua mão estava fria, mas o toque foi suave, e toda a minha pele estremeceu. Sem dizer nada, ele se inclinou e me beijou — intenso, mas cuidadoso, como se soubesse que era a primeira vez para mim. Eu retribuí imediatamente, entreguei-me ao beijo que eu já tinha imaginado tantas vezes. A sua mão desceu devagar até o meu bumbum, apertou levemente e depois subiu para a cintura, segurando-me com firmeza, como se não quisesse me soltar nunca mais. Parecia que ele também esperava por esse momento há muito tempo.

Passou a mão pelo meu corpo, devagar, tocando cada parte como se quisesse decorar cada detalhe. Beijou o meu pescoço, devagar, e eu joguei a cabeça para trás, arqueando as costas, perdida em tudo aquilo.

— Meu Deus… em que eu me meti? — pensei alto, quase em um sussurro.

Soltou um gemido baixinho e ele sorriu, aquele sorriso confiante de quem sabe exatamente o que faz e percebe o quanto eu estava perdida nele. De repente, parou um instante, olhou nos meus olhos e perguntou baixo, bem perto dos meus lábios:

— É verdade que você nunca esteve com ninguém? Que é virgem?

— Sim… — respondi quase sem voz.

— Então quer dizer que nunca nem beijou ninguém antes?

— Nunca.

Ele sorriu de novo, mais suave, e voltou a me beijar — agora ainda mais devagar, com calma, como se estivesse me descobrindo. Depois pediu, com a voz rouca:

— Tira a blusa… por favor.

Eu obedeci sem hesitar. Ele afastou devagar o tecido e o sutiã, beijando suavemente o colo e o peito, com carinho. Então parou e me pediu, apontando para o pulso:

— Olha a hora, amor.

Olhei o relógio e percebi que já tínhamos passado quinze minutos ali, fora da sala de aula. O tempo tinha voado.

— Não temos muito tempo… — disse ele, com um sorriso meio triste de ter que parar.

Me pegou no colo com facilidade e me colocou sobre a mesa, continuando a me beijar, segurando a minha nuca com carinho. E foi justamente aí que o sinal tocou, ecoando por toda a escola — sinal do fim da aula. Infelizmente tivemos que parar ali, naquele instante. Mas eu sabia, pelo jeito dele, pelo olhar… que isso estava longe de ser o fim. Hahaha.

Thoughts

  • Oliviamar

    Coragem 🔥

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  • Nal

    Conheco bem essa fantasia, a antecipacao de algo proibido eh sempre a parte mais forte

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  • LeandroPocas

    E ela termina no melhor da historia, tipo quando toca a sirene da fabrica e a gente tem que voltar. Hahaha

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  • Ovid

    Que texto! Voce escreve com muita intencao, a gente sente tudo. Vai ter continuacao?

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  • HoracioMelo

    Tem desejo real aqui, nao eh aquele texto generico. A gente sabe que vai dar problema daqui pra frente

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  • Gal

    Tem alguma coisa complicada nesse cenario mas a gente fica lendo porque voce escreve bem mesmo

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  • DILMAR

    Que historia interessante. Voce sabe contar bem e deixa quem esta lendo dentro da cena

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  • mariinha

    A forma como voce narra a ansiedade eh muito boa, a gente sente o coração acelerado junto

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