Sabe quando dizem que viver é diferente de estar viva?
Tem dias em que eu acordo e me pergunto se estou, de fato, vivendo ou apenas cumprindo os dias.
Acordo, trabalho, volto para casa, faço as mesmas coisas, penso nas mesmas coisas. E, no fim, mais um dia passa.
Não é que esteja tudo ruim. Talvez esse seja justamente o problema. Está tudo bem o suficiente para continuar, mas não intenso o suficiente para me fazer sentir que estou realmente aqui.
Às vezes, tenho medo de estar confundindo estabilidade com vida. De chamar de rotina aquilo que, na verdade, é só uma forma confortável de não perceber que alguma coisa dentro de mim quer mudar.
Porque estar viva é acordar.
Mas eu estou só acordando?