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CAPÍTULO 10 : Escudo

BELADIA
Pensamento

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lteixeira71

Discordo de quem for achar que o dragão chegou pra salvar os dois. Ele queimou mais de vinte escorpiões de uma vez, mas nada no capítulo mostra que aquele fogo vermelho e negro escolhe alvo. Eu ficaria atrás do Luiz também, e com o pé pronto pra correr.

Discordo de quem for achar que o dragão chegou pra salvar os dois. Ele queimou mais de vinte escorpiões de uma vez, mas nada no capítulo mostra que aquele fogo vermelho e negro escolhe alvo. Eu ficaria atrás do Luiz também, e com o pé pronto pra correr.

Conteúdo da publicação

livro (trinta dias para a última lua)

A escuridão da noite era quase absoluta, cortada apenas pelo uivo fantasmagórico do vento que carregava a tempestade de areia, serpenteando furiosamente por cima dos rochedos e pelas fendas do desfiladeiro.

Hadria começou a canalizar sua magia, traçando sinais rápidos com as mãos para erguer uma esfera de proteção em volta dos dois. Luiz, em um movimento fluido, abaixou-se e sacou a adaga presa à perna esquerda, girando-a com destreza para a mão direita ao assumir posição de combate.

O príncipe começou a analisar friamente a situação. Com sua velocidade, ele poderia facilmente escapar dali, mas jamais deixaria Hadria para trás. Focando sua telepatia, ele conseguiu captar os pensamentos confusos e instintivos das ameaças ao redor. O som perturbador de múltiplas patas articuladas arranhando a rocha e o estalo ameaçador de pinças revelavam a verdadeira natureza das criaturas primitivas: um bando de escorpiões gigantes.

Luiz calculou suas opções. Ele poderia usar sua habilidade de mover matéria e sua força física na defesa, mas contra múltiplos inimigos daquele porte, provavelmente não seria suficiente. Tentar uma fuga cega pelo desfiladeiro naquelas circunstâncias climáticas seria suicídio. A tática exigia defesa absoluta: aguardar, avaliar o inimigo assim que ele emergisse das sombras e, só então, buscar a rota de fuga mais segura.

Um som estridente de impacto começou a golpear a barreira de proteção que Hadria havia erguido. Os ataques eram ritmados e constantes; os ferrões daqueles escorpiões, bestas com quase dois metros de comprimento, eram brutais e batiam contra a magia com força letal.

Hadria fechou os olhos e cerrou os dentes, forçando-se a manter a concentração para impedir que o escudo cedesse.

— São muitos, Hadria. Mais de vinte atacando o escudo em sincronia — avaliou Luiz, varrendo a escuridão com os olhos. — Precisamos de uma rota de fuga, e a tempestade parece estar piorando. Prepare-se para lutar e fique próxima a mim. Vou tentar abrir caminho para que você possa escapar.

O vampiro ainda tentava exercer controle sobre as mentes dos animais que os atacavam, mas era inútil. Eles eram primitivos demais, movidos por um único instinto básico: abater para comer. Estavam famintos.

— Não se preocupe comigo e não vou te deixar para trás. Posso me defender — rebateu Hadria, com a voz firme e decidida. — Vou manter o escudo erguido para nós dois aqui no centro. Assim, poderemos sair, atacar e recuar para a proteção. E, Luiz... tente não morrer — completou a garota, dando um passo para fora da esfera mágica.

Neste exato instante, uma rajada colossal de fogo vermelho e negro cruzou o caminho de Hadria, incendiando as paredes do desfiladeiro. Era o fogo de um dragão negro. Um estrondo ensurdecedor ecoou pelas rochas enquanto as chamas devoravam as criaturas peçonhentas de uma só vez.

Assustada, Hadria recuou imediatamente para dentro da esfera de proteção e observou, maravilhada, a criatura que expelia o fogo. A besta tinha mais de vinte metros de comprimento, escamas espessas e uma cabeça coroada por chifres retorcidos. Sua mandíbula era imensa, revelando fileiras infindáveis de dentes afiados.

— Hadria... é um dragão negro — sussurrou Luiz em choque.

Instintivamente, o vampiro puxou Hadria para trás de si, posicionando-se na frente dela, como se seu corpo fosse capaz de escudá-la daquela criatura gigantesca que transformava tudo ao redor em cinzas.

Hadria voltou a sua forma humana  escondendo suas garras negras e olhos negro e ficou atras de Luiz observando os dragões.

Thoughts

  • vdantas77

    Gostei muito da Hadria mandando o Luiz tentar não morrer enquanto ela mesma já sai da esfera. Cabra corajosa!

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  • visaNegado

    Vôte, que dragão 🐉

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  • sprintPerdido

    Mais de vinte escorpiões de dois metros batendo no escudo em sincronia e o Luiz achando que dava pra abrir caminho na adaga kkkk

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  • lteixeira71

    Discordo de quem for achar que o dragão chegou pra salvar os dois. Ele queimou mais de vinte escorpiões de uma vez, mas nada no capítulo mostra que aquele fogo vermelho e negro escolhe alvo. Eu ficaria atrás do Luiz também, e com o pé pronto pra correr.

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  • thiaguinho

    O Luiz podia sumir dali com a velocidade dele e fica, monta tudo pra defesa absoluta, e mesmo assim quem dá o passo pra fora da esfera é a Hadria. Ele planeja, ela vai. Tô vendo que essa dupla ainda vai brigar mais entre os dois do que com escorpião, e que antes do fim é ela que tira ele de uma enrascada.

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