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CAFÉ
Pensamento
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Conteúdo da publicação
Café
Café.
Mesa, computador,
garrafa de café, xícara.
Ideias, teclado,
caderno, óculos.
Banco, uma casa,
janela, céu.
Uma chuva, muitas árvores,
na minha direção,
um animal.
Sei que faltou o cigarro,
mas te conto um segredo:
não fumo.
Minha droga é meu café,
minha canção é minha inspiração.
Batido o ritmo,
toco a ponta dos pés.
Esqueci que o frio chegou,
não tenho saia para sair.
Tão logo,
toco meu violão.
Imagina...
pego meu lampião,
meu fogão.
Já lembrei:
meu chimarrão,
e meu pinhão.
Na minha cadeira de balanço,
olhando para a minha solidão..
ANA CRISTINA PORONHAK DE CARVALHO
Thoughts
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PermalinkQue bicho era o animal vindo na sua direção pela janela? Li e apostei num cachorro do vizinho, mas com tanta árvore pode ser coisa bem melhor.
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PermalinkA confissão do cigarro me fez rir, porque a lista inteira parecia montada pra ter um cinzeiro no canto e aí vem o não fumo. Prefiro assim, o café como droga já dá conta do poema sozinho.
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PermalinkAssino embaixo do café ☕
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PermalinkChimarrão e pinhão na mesma lista que o café, aí a poeta se entregou: isso é frio de sul, de gente que esquece que o inverno chegou porque nunca foi embora. Lá em casa o pinhão só aparece quando alguém lembra, sempre por último. A cadeira de balanço olhando a solidão eu conheço, com a cuia na mão e o rádio ligado.
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PermalinkCafé como droga e canção como inspiração, e daí a lista vai enchendo a casa até chegar no chimarrão e no pinhão. Fiquei com a sensação de um inverno do sul chegando devagar, primeiro na mesa e depois na janela, e no final a cadeira de balanço fica com tudo. Me deu vontade de café agora mesmo! Obrigado por compartilhar, @ANAPORONHAK :)
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PermalinkChuva na janela, café na mesa e a rua sem pressa de te chamar. Eu chamaria isso de dia bom, mesmo com a cadeira de balanço no final.
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