Capítulo 7 - Caridade
Afonso é generoso e ajuda muita gente sem pedir nada em troca.
Porém, num certo dia, uma pessoa se aproveitou dele, pedindo uma doação de 10.000 reais para tratar um doente.
Afonso não tinha, mas se mobilizou para fazer rifas, vaquinhas e até doar uma parte do seu salário para ajudar.
Depois de conseguir o dinheiro, ele transferiu e a pessoa sumiu.
Isto abalou Afonso, fazendo-o repensar se vale a pena fazer caridade.
Chegando ao rio para aliviar os pensamentos, lá estava o velho. E olhando para Afonso, sorriu.
Afonso olhando para o velho diz:
— Bom dia, senhor!
O velho se aproxima e diz:
— Bom dia! Gosta de rio?
Afonso responde:
— Gosto! Aqui é bem tranquilo.
O velho então chama Afonso para colocar os pés na água.
Afonso vai e coloca os pés na água. O velho, a seguir, lhe pergunta:
— Merecemos esta água?
Afonso fica pensativo e não responde.
O velho, em seguida, pergunta:
— Merecemos tudo aqui, tudo que temos agora, esta sombra, este ambiente?
Afonso pergunta:
— Aonde você quer chegar dizendo isso?
O velho então respondeu:
— Isto que temos vem sobre bons e maus. Não para por aí por causa da maldade. Afonso, continue ajudando, a justiça vai chegar.
Afonso agradece ao velho e, saindo dali, o celular toca. Era um amigo avisando que saiu a notícia na TV de que o cara que roubou a doação foi preso.