Capítulo 8 - A vida e você
Certo dia, perto do rio, um Artur estava reclamando:
— Por que a vida não é como eu quero que seja? Seria tão simples.
O velho, que estava pescando, vibrou ao pegar um peixe.
Artur olhou para o velho naquela luta com o peixe.
O velho estava calmo, controlando a situação, mas mesmo assim, ao puxar, o peixe escapou.
Artur, chegando perto do velho, disse:
— Será que você demorou demais pra puxar?
O velho, olhando para Artur, disse:
— Vamos pescar.
Artur, olhando para o velho, disse:
— Você não tem outra vara, como vou pescar?
O velho disse:
— Use a minha.
Artur, ao pegar a vara, sentiu que era um pouco pesada.
Mas com o tempo conseguiu lidar.
Esperando só o peixe fisgar.
O velho então disse:
— É... às vezes a gente ganha, às vezes perde. Mas pode tentar novamente. Enquanto houver vida, pode ser assim.
Artur pensou no que perdeu e ganhou nesta vida.
O velho então, indo às águas, levantando-as nas mãos, escorrendo pelas mãos as águas, disse:
— O que é vivo segue correndo, o sangue nas veias. Você não controla o tempo ou as coisas que fazem da vida ser o que ela é. Mas testemunha a vida todos os dias.
Ao ouvir o velho, Artur pensou na vida que tem e no nascimento de cada bebê que vem ao mundo.
Artur, entregando a vara ao velho, disse:
— A vida tem seus altos e baixos.
Agradeceu ao velho e saiu.