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As fases da (nossa) vida

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Pensamento

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duvidocomfe

essa parte de você estar receptiva e não a série... bate demais. eu pensei que era o universo conspirando, mas era só eu parando pra ouvir.

essa parte de você estar receptiva e não a série... bate demais. eu pensei que era o universo conspirando, mas era só eu parando pra ouvir.

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Não conhecia a série. Não tinha lido nada sobre, ninguém indicou, não vi trailer. Coloquei por acaso, numa tarde, do jeito que a gente coloca qualquer coisa quando não quer decidir nada. Oito episódios depois, já era madrugada. E então, como gosto de escrever no auge do frio na barriga, vim aqui.

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Every Year After (ou Depois daquele ano) narra a jornada de uma mulher (Percy Fraser) que retorna à cidadezinha de lago onde passou os verões da adolescência, dez anos após ter fugido. Seu retorno é motivado pelo falecimento da mãe dos irmãos Sam e Charlie. Ao reencontrar as pessoas e lugares que evitou, especialmente Sam, o grande amor de sua juventude, a série explora os temas de primeiros amores e as pessoas e escolhas que nos moldam para sempre.

A narrativa se desenrola ao longo de quase duas décadas, alternando entre o presente e o passado, mostrando como as decisões tomadas em diferentes momentos da vida contribuíram para a formação das identidades dos personagens.

Embora a série se encaixe no gênero romance nostálgico, algo que eu normalmente evitaria por falta de tempo, ela ressoou profundamente comigo. Na semana passada, escrevi sobre a importância de desacelerar, respirar fundo, reconectar-se com nossas raízes e nos envolver em atividades que nos trazem alegria sem a pressão do engajamento.  Defendi que, ao fazermos isso, as coisas começam a se encaixar.

Poucos dias depois, me deparei com essa série sobre uma pessoa retornando às suas origens para compreender sua própria identidade. Não procurei por isso intencionalmente; juro que não.

Esta não foi a primeira coincidência do tipo nas últimas semanas. Elas vêm se acumulando, cada uma girando em torno de temas semelhantes: memória, origem, o fluxo do tempo e o impacto duradouro de nossas escolhas passadas.

A explicação mais fácil seria atribuir essas coincidências à energia atrai energia ou à ideia de que o universo conspira para trazer o que buscamos. Embora não descarte essas possibilidades, acredito que haja uma explicação mais intrigante e honesta: eu não estava aberta a essas experiências antes.

Se eu tivesse assistido a essa série dois meses atrás, ela provavelmente teria passado despercebida. Não porque eu não me identificaria com ela, mas porque eu não estava receptiva a essas questões naquele momento. A diferença não estava na série; estava em mim.

Foi preciso fazer uma pausa para que meus sentidos se ajustassem e voltassem a funcionar corretamente. Reduzi o volume do automático para criar espaço para ouvir algo além do barulho constante. É incrível o que começa a caber nesse silêncio.

A energia, sem dúvida, atrai. No entanto, a distração, sem sombra de dúvida, afasta.

Talvez muitas coisas passem por nós o tempo todo, mas estamos sempre ocupados demais para perceber.

Thoughts

  • ateucordial

    você escolheu colocar essa série de novo ou só aquela noite? porque se aquele silêncio é tão importante, como você mantém?

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  • desigrejada_aos_poucos

    curiosa pra saber se você vai tentar manter essa pausa que você descobriu. parece fácil cair de volta no automático.

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  • duvidocomfe

    essa parte de você estar receptiva e não a série... bate demais. eu pensei que era o universo conspirando, mas era só eu parando pra ouvir.

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  • guardo_uma_frase

    O que mudou especificamente nesses dois meses? Tipo uma coisa que você parou de fazer, ou mais um acumular de pequenos momentos?

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A energia, sem dúvida, atrai. No entanto, a distração, sem sombra de dúvida, afasta. Talvez muitas coisas passem por nós o tempo todo, mas estamos sempre ocupados demais para perceber.

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