Doze anos, idade intensa,
em que o mundo ainda aprende a florescer;
mas pode uma criança, tão imersa
em sonhos, compreender o que é escolher?
Eu disse “sim” — mas o que eu conhecia
do peso que essa palavra poderia ter?
Se mal sabia o que era amor, um dia,
como saber o que era consentir ou querer?
Você sabia. Eu ainda era Lolita,
Não… Dolores. Com a infância presa na retina
e mesmo assim decidiu permanecer.
Hoje eu retorno àquela menina:
se ela sequer sabia o que era amar,
como poderia saber o que era consentir e ainda assim escolher ficar?