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AOS DOZE

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Doze anos, idade intensa,

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dcamargo58

Isso.

Isso.

Conteúdo da publicação

Doze anos, idade intensa,

em que o mundo ainda aprende a florescer;

mas pode uma criança, tão imersa

em sonhos, compreender o que é escolher?

Eu disse “sim” — mas o que eu conhecia

do peso que essa palavra poderia ter?

Se mal sabia o que era amor, um dia,

como saber o que era consentir ou querer?

Você sabia. Eu ainda era Lolita,

Não… Dolores. Com a infância presa na retina

e mesmo assim decidiu permanecer.

Hoje eu retorno àquela menina:

se ela sequer sabia o que era amar,

como poderia saber o que era consentir e ainda assim escolher ficar?

Thoughts

  • dcamargo58

    Isso.

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  • ferronaveia

    A força disso tudo. Doze anos e você nomeando tudo que a gente passa a vida inteira tentando esconder.

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  • Ovid

    Aquele 'sim' que você disse com doze anos me fez pensar em como a gente carrega os 'sins' das crianças que éramos, que ninguém deveria pedir. Aposto que consentir é coisa que a gente aprende a nomear depois, quando o dano já está guardado em cada célula.

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  • leituraDaNoite

    Aquele "Lolita, Não… Dolores" me parou. A frase se corrige no meio do caminho e quem fica com a palavra é a menina, com o nome dela. E "a infância presa na retina" eu li mais de uma vez; é uma imagem que não sai fácil da cabeça.

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  • argumento_frouxo

    Dolores entendia e mesmo assim. Essa é a verdade que dói.

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