É songamonga, coitada, que horror,
Não abre a boca pra se defender;
Faz cara de santa, posa de flor,
Mas basta virar as costas pra se conhecer.
Não tem opinião, vai na onda dos outros,
Concorda com tudo pra não se indispor;
Se faz de inocente, com gestos tão bobos,
Mas muda de cara quando lhe convém ser quem for.
Não tem firmeza, nem personalidade,
Curva-se ao vento por conveniência,
E chama de bondade a falsidade.
Trai sem remorso, mente sem decência,
E perde, em cada gesto, a dignidade
De quem confunde máscara com essência.
E não vou gastar palavras bonitas
Com quem não merece minha inspiração;
Pra gente tão falsa, bastam frases ditas:
Você não foi amiga, foi decepção.