Andorinha saltitante,
me empreste suas asas
para sonhar por um instante.
Louvaremos ao infinito,
pela imensidão do firmamento,
e segurarei em sua mão
por um longo momento.
O seu brilho me fascina,
a sua voz me alucina.
Isso todo mundo sente,
mas nunca permanece
como devoção premente.
As chamas em seus olhos
são meu motivo de chorar.
As dores que sinto
não permanecerão,
pois aquele que machuca
também ensina a curar.
Me expresso como quero,
não me importo com o tempo.
Para uns, extravagância,
para mim, um sentimento
que se alastra em meu corpo
e permanece em meu peito.
Pedro Otávio