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Paranoia

cherryykayle

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Verifico se a porta está trancada mais uma vez. Estava. Mesmo assim não me sentia segura naquela casa.

Deito-me na cama, mas, assim que fecho meus olhos, ouço um ruído. Levanto com rapidez, correndo até a porta da frente e checando a fechadura novamente. Trancada.

 Antes de voltar para o quarto, pego um facão na cozinha e deixo na mesa de cabeceira. Uma decisão burra, provavelmente, já que, se ele quiser me atacar, terá facilidade. Porém, essa é a única maneira que vejo em que posso tentar me proteger de alguma forma.

 Ouço outro ruído, mais outro e mais outro. Pareciam passos. Levanto-me novamente e seguro o cabo do facão, dessa vez ouvindo um barulho de alguém batendo à porta. Mantenho-me calada e encolhida até que a pessoa vá embora. Escuto o barulho de uma porta abrir; era alguém no vizinho.

 Mais uma vez tento dormir, mas os pensamentos sobre poder ser morta por ele a qualquer momento não me permitiam. Pela quarta vez na noite, vou até a porta checar se estava bem trancada.

 Quando finalmente consegui dormir, já era de manhã e eu precisava ir para o trabalho.

Thoughts

  • leituraDaNoite

    O facão do lado da cama, com ela mesma achando a ideia burra, diz muito: a cabeça sabe que não resolve e a mão pega mesmo assim. E o sono que só chega de manhã, na hora do trabalho, fecha a noite sem alívio nenhum.

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  • kiko79

    O nome dele não aparece nenhuma vez, e isso me deixa achando que ela conhece muito bem quem é. Pra mim é alguém que já teve a chave daquela casa um dia.

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  • Ovid

    A manhã chegando bem na hora em que ela finalmente consegue dormir, e ainda tendo que ir pro trabalho, me deixou mais inquieto que os passos. O medo da noite vira o cansaço do dia seguinte, e ninguém no trabalho vai saber por quê. Isso vai ficar comigo por um tempo. Obrigado por estrear aqui com essa história!

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Verifico se a porta está trancada mais uma vez. Estava. Mesmo assim não me sentia segura naquela casa.

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