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Amor não existe, você tem que cria-lo

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Pensamento

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mariinha

Ai menino, essa parte de quando a imagem encontra a realidade é tão verdade mesmo, e dói. Quando tu percebe que a pessoa que tá ali agora não é aquela que tu imaginava, muda tudo

Ai menino, essa parte de quando a imagem encontra a realidade é tão verdade mesmo, e dói. Quando tu percebe que a pessoa que tá ali agora não é aquela que tu imaginava, muda tudo

Conteúdo da publicação

Eu acho que o texto toca numa coisa que vai além da paixão: o momento em que a imagem que criamos de alguém encontra a pessoa real. À primeira vista existe paixão, porque a paixão não precisa conhecer o outro. Ela pode nascer justamente daquilo que imaginamos. Criamos uma imagem, projetamos nela desejos, planos, possibilidades, quase como se estivéssemos desenhando alguém em um papel muito frágil. O problema começa quando o desenho encontra a realidade. A água borra a tinta, o papel amassa, e aquela pessoa real não consegue... e nem deveria conseguir... corresponder completamente àquilo que imaginamos.

Por isso vejo no texto quase uma espécie de síndrome de Pigmalião: não apenas se apaixonar por alguém, mas tentar fazer a realidade caber na imagem que criamos dela. Enquanto existe distância, a imagem pode ser perfeita. Quando existe convivência, ela começa a desaparecer.

E talvez seja aí que esteja a diferença entre paixão e amor. Para mim, amor não existe à primeira vista. À primeira vista existe paixão. Amor começa depois, quando a ilusão vai embora e alguma coisa permanece.

Não significa simplesmente jogar fora a imagem e aceitar apenas a realidade. É negociar entre as duas. Reconhecer aquilo que imaginei em vc, mas também reconhecer quem vc realmente é. A maturidade está justamente em conseguir sustentar essa diferença sem transformar o outro em alguém que precisa corresponder à minha fantasia.

E isso também tem um peso. Amar é assumir responsabilidade por aquilo que ficou depois da paixão. Existem as partes boas, existem as partes difíceis, existem coisas que precisamos suportar ao longo do tempo. Mas suportar não significa sofrer indefinidamente nem aceitar aquilo que nos destrói. O peso precisa ser algo que conseguimos carregar sem deixar de existir.

É como uma usina nuclear: produzir energia também produz resíduos. Não adianta fingir que eles não existem. Eles fazem parte do processo, e é preciso encontrar uma maneira de lidar com eles. Um relacionamento também produz consequências, diferenças, frustrações, decisões e responsabilidades. Amar é também cuidar do que foi produzido entre duas pessoas.

Por isso, para mim, paixão é querer aquilo que imaginamos.

Amor é quando aquilo que imaginamos encontra aquilo que realmente existe... e, depois que a ilusão desaparece, ainda existe alguma coisa que os dois escolhem preservar.

Thoughts

  • originea_cuvintelor

    Observația că paixão nu necesită cunoaștere are la rădăcini cuvintele. Patiō din latină (de unde paixão) înseamnă suferință; paixão e suferință pentru ceea ce-ți imaginezi. Amor apare după ce iluzia se duce, și cuvântul ăsta nu se traduce ușor în romantele de épocă, unde caritas și dilectio spuneau altceva.

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  • gandire_tomista

    Sindromul lui Pigmalion pe care-l numești e mai mult decât o greșeală romantică; e o încercare de a lua locul realității cu o imagine. Textul e deosebit tocmai că nu demonizează nici imaginația, nici dorința de a proiecta (asta nu-i neapărat rău), ci arată exact momentul în care calvarul începe: când încerci să ții o persoană reală într-un rol pe care i l-ai scris deja. Asta e cheia; nu e vorba de a renunța la proiecție, ci de a-ți asuma că realitatea o va sparge constant.

    Permalink
  • mariinha

    Ai menino, essa parte de quando a imagem encontra a realidade é tão verdade mesmo, e dói. Quando tu percebe que a pessoa que tá ali agora não é aquela que tu imaginava, muda tudo

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