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AMANTES

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Pensamento

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Iraci

O retrato da primeira noiva com o colar igual ao da Lin arrepia. Em “A luta pelo cosmos”, outra série por páginas, é uma gargantilha no pescoço do Kallen que quebra um feitiço.

O retrato da primeira noiva com o colar igual ao da Lin arrepia. Em “A luta pelo cosmos”, outra série por páginas, é uma gargantilha no pescoço do Kallen que quebra um feitiço.

Conteúdo da publicação

O COLAR DOS AMANTES ETERNOS

PARTE IV — A NOIVA DA ROSA NEGRA

Uma creepypasta de Lin & Vamp.

CAPÍTULO 16 — AS MÃOS QUE SAÍAM DO LAGO

O chão tremia sob nossos pés.

Milhares de mãos pálidas emergiam da rachadura, agarrando as pedras e tentando alcançar a superfície.

Vamp me puxou para trás.

— Lin, não solte minha mão!

Morvanna observava tudo com um sorriso satisfeito.

Ao lado dela, a criatura com a coroa de ossos abriu os braços.

— Finalmente, a porta está aberta.

— Que porta?! — gritei.

A criatura virou o rosto na minha direção.

— A porta que existe entre a vida e a morte. E você, pequena noiva, é a chave.

Senti meu rosto queimar.

As marcas escuras avançaram pelo meu pescoço, enquanto o colar emitia uma luz vermelha.

Vamp percebeu que alguma coisa estava acontecendo comigo.

— Lin, precisamos sair daqui!

Tentamos correr, mas uma das mãos agarrou meu tornozelo.

Caí sobre as pedras.

Vamp voltou imediatamente e golpeou a criatura que tentava me puxar.

— Levante-se!

Segurei sua mão.

Mas, quando nos levantamos, a criatura da coroa apontou para nós.

Uma onda de energia negra atravessou o lago.

Vamp foi lançado contra uma árvore.

— VAMP!

Corri até ele.

Ele tentou se levantar, mas uma sombra o prendeu ao chão.

Morvanna aproximou-se de mim.

— Você ainda não entendeu, Lin? Ele pode lutar contra monstros, desafiar reis e sobreviver a ferimentos que matariam qualquer humano.

Ela tocou meu colar.

— Mas não pode lutar contra aquilo que você está se tornando.

O pingente brilhou.

Por um instante, vi imagens que não eram minhas: uma mulher chorando diante de um lago, um vampiro ajoelhado entre rosas mortas e duas almas desaparecendo na escuridão.

Então ouvi uma voz dentro da minha cabeça.

A PRIMEIRA NOIVA ESTÁ DESPERTANDO.

A escuridão tomou conta de meus olhos.

E tudo desapareceu.

CAPÍTULO 17 — O CASTELO DOS IMORTAIS

Quando acordei, estava deitada na cama da nossa casa.

Vamp estava sentado ao meu lado, segurando minha mão.

— Graças às sombras... você acordou.

Tentei me levantar.

— O que aconteceu?

— Consegui tirar você daquele lugar. Mas precisamos conversar.

Ele me mostrou um pedaço de pergaminho que havia encontrado junto ao lago.

O papel estava coberto por símbolos antigos.

No centro, havia o desenho de um castelo.

— Este é o reino da minha família — explicou. — Se existe alguém que conhece a origem dessa maldição, está lá.

— Você quer voltar?

Ele assentiu.

— Durante séculos, meu povo guardou segredos que nunca foram revelados aos humanos. Se eu quiser salvar você, preciso descobrir o que fizeram com a primeira noiva.

Segurei sua mão.

— Então vamos juntos.

Vamp hesitou.

— Lin, o castelo é perigoso. Existem vampiros que consideram os humanos inferiores. Se descobrirem o que está acontecendo com você, poderão tentar usar sua maldição.

— E você acha que vou ficar sentada esperando enquanto enfrenta tudo sozinho?

Ele suspirou.

— Eu deveria saber que você diria isso.

Sorri fracamente.

— Você me conhece bem.

Naquela noite, partimos.

A viagem durou dois dias.

Atravessamos florestas cobertas de neblina e estradas que pareciam não existir nos mapas.

Finalmente, vimos o castelo.

Erguia-se sobre uma montanha, cercado por muralhas negras e torres pontiagudas.

Centenas de morcegos voavam ao redor da construção.

Acima do portão, havia uma inscrição em uma língua antiga.

Vamp traduziu em voz baixa:

— "Aqueles que entram buscando a eternidade talvez nunca encontrem a saída."

Ele segurou minha mão.

— Ainda podemos voltar.

Olhei para o castelo.

Depois para ele.

— Não atravessei tudo isso para desistir agora.

Vamp sorriu.

E entramos.

CAPÍTULO 18 — O PRÍNCIPE QUE ABANDONOU O SANGUE

Os guardas reconheceram Vamp imediatamente.

Suas espadas foram erguidas.

— O príncipe voltou!

As portas do salão principal se abriram.

Centenas de vampiros nos observavam de suas cadeiras de pedra.

No final do salão, um homem de cabelos brancos estava sentado em um trono negro.

Seus olhos eram vermelhos como os de Vamp, mas havia neles uma frieza que me fez estremecer.

— Meu filho — disse ele. — Pensei que estivesse morto.

Vamp permaneceu imóvel.

— Ainda não.

O homem olhou para mim.

Seu rosto mudou.

— Você trouxe uma humana para dentro do nosso castelo?

— O nome dela é Lin.

— Não perguntei o nome dela.

Ele se levantou.

— Perguntei por que trouxe uma mortal para um lugar onde os mortais não são bem-vindos.

Vamp colocou-se diante de mim.

— Porque ela é minha esposa.

O salão inteiro ficou em silêncio.

Senti meu coração disparar.

O rei desceu os degraus do trono.

— Sua esposa?

— Sim.

— Você abandonou sua linhagem, desafiou nossas leis e agora pretende unir seu sangue ao de uma humana?

Vamp não desviou o olhar.

— Não pretendo. Eu já escolhi.

O rei ergueu a mão.

Os guardas cercaram nosso caminho.

— Então fez sua escolha, filho. E terá de arcar com as consequências.

Ele olhou diretamente para mim.

— A maldição já começou a consumir você, não é?

Senti um frio percorrer meu corpo.

Vamp avançou um passo.

— Como sabe disso?

O rei voltou para o trono.

— Porque a maldição nasceu neste castelo.

O silêncio que se seguiu pareceu durar uma eternidade.

— E a mulher que a criou — continuou ele — foi sua ancestral, Vamp.

Olhei para meu marido.

Ele parecia incapaz de respirar.

O rei fechou os olhos.

— A primeira noiva da Rosa Negra pertencia à nossa família. E Morvanna foi a responsável por condená-la.

CAPÍTULO 19 — A PRIMEIRA NOIVA

O rei nos conduziu até uma biblioteca subterrânea.

As paredes estavam cobertas por retratos de vampiros que haviam vivido séculos antes.

No centro da sala, havia uma pintura de uma mulher usando um vestido branco.

Metade do rosto estava coberta por marcas escuras.

No pescoço, ela carregava um colar dividido em duas partes.

Era igual ao meu.

— O nome dela era Seraphine — explicou o rei. — Ela foi a primeira humana a se casar com um vampiro da nossa linhagem.

Vamp observou a pintura.

— O que aconteceu com ela?

— Seu marido jurou protegê-la para sempre. Mas Morvanna acreditava que a união entre um humano e um imortal ameaçaria o equilíbrio entre os mundos.

O rei abriu um livro antigo.

— Ela lançou uma maldição sobre Seraphine. A doença começou a transformar seu corpo em uma passagem para o reino dos mortos.

Senti a mão de Vamp apertar a minha.

— E o marido dela? — perguntei.

O rei demorou a responder.

— Quando Seraphine morreu, ele tentou trazê-la de volta. Usou magia proibida e acabou preso ao próprio colar.

— Preso? — repeti.

— Sua alma nunca encontrou descanso. Durante séculos, permaneceu ligada ao objeto, incapaz de seguir adiante.

Olhei para meu pingente.

— Então é isso que acontecerá comigo?

O rei não respondeu imediatamente.

Essa foi a resposta mais assustadora que poderia ter dado.

Vamp fechou o livro com força.

— Deve existir uma maneira de quebrar a maldição.

O rei apontou para uma página.

Nela havia uma frase escrita em tinta vermelha:

SOMENTE A NOIVA PODERÁ ESCOLHER O DESTINO DO COLAR.

— A maldição não pode ser quebrada por força — explicou o rei. — A escolha pertence à pessoa marcada.

Vamp olhou para mim.

Eu senti medo.

Não apenas da morte.

Mas da possibilidade de precisar escolher entre continuar vivendo sem ele ou permanecer ao seu lado sem jamais voltar a ser humana.

CAPÍTULO 20 — A PROPOSTA DE MORVANNA

Naquela noite, fui acordada por uma voz.

— Lin...

Levantei-me.

A janela estava aberta, embora me lembrasse de tê-la fechado.

Uma névoa negra entrava lentamente no quarto.

Morvanna apareceu junto à parede.

— Você está longe de casa, pequena noiva.

Tentei gritar por Vamp, mas minha voz não saiu.

Morvanna aproximou-se.

— Vim oferecer uma oportunidade.

— Não quero nada de você.

Ela sorriu.

— Você quer viver. Quer ver o sol novamente sem sentir dor. Quer olhar no espelho sem temer o próprio reflexo. E, acima de tudo, quer permanecer ao lado de Vamp.

Meu silêncio pareceu diverti-la.

— Posso conceder tudo isso.

A criatura estendeu a mão.

Na palma havia uma rosa negra perfeitamente intacta.

— Aceite a rosa e a doença desaparecerá. Seu rosto voltará ao que era. Você poderá viver muitos anos ao lado do seu amado.

Por um instante, desejei acreditar nela.

Imaginei acordar sem dor.

Imaginei voltar a sorrir diante do espelho.

Imaginei envelhecer ao lado de Vamp, sem precisar temer cada amanhecer.

Então percebi que Morvanna não havia terminado.

— Em troca — continuou ela —, entregará o colar a mim.

Olhei para o pingente.

— O que fará com ele?

O sorriso de Morvanna aumentou.

— Abrirei a passagem entre os vivos e os mortos. E, quando os dois mundos se unirem, nenhuma alma estará protegida.

A névoa ficou mais densa.

— Você poderá viver, Lin. Mas milhares de outras pessoas pagarão o preço.

Pensei em aceitar.

Pensei em como seria fácil fechar os olhos para o sofrimento dos outros e escolher apenas a minha felicidade.

Mas me lembrei de todas as pessoas que haviam sido feridas por aquela maldição.

Lembrei-me de Seraphine.

E lembrei-me de Vamp, que jamais me pediu para sacrificar quem eu era por ele.

Recuei.

— Não.

O sorriso desapareceu do rosto de Morvanna.

— Pense bem, menina.

— Eu pensei.

Segurei meu colar.

— Se para continuar ao lado dele eu precisar destruir outras vidas, então essa não é a eternidade que desejo.

Morvanna ficou imóvel.

Pela primeira vez, pareceu verdadeiramente furiosa.

— Você acabou de recusar a única oportunidade que terá de escapar da morte.

Olhei diretamente para ela.

— Talvez. Mas não vou transformar meu amor em uma maldição para o mundo inteiro.

Morvanna soltou um grito.

As janelas explodiram.

E a névoa desapareceu.

Quando Vamp entrou no quarto, encontrou-me caída no chão, segurando o colar.

Ele se ajoelhou ao meu lado.

— Lin! O que aconteceu?

Encostei a cabeça em seu peito.

— Acho que acabei de declarar guerra à morte.

Ele me abraçou.

— Então a morte terá de enfrentar nós dois.

CAPÍTULO 21 — A NOIVA QUE NÃO SE AJOELHOU

Na manhã seguinte, o rei convocou todos os membros da linhagem.

Morvanna havia declarado guerra ao castelo.

Criaturas começaram a surgir nas montanhas, e as sombras avançavam pelas muralhas.

O rei entregou a Vamp uma espada antiga.

— Esta arma pertenceu aos primeiros guardiões do reino.

Vamp a segurou.

— Posso usá-la para destruir Morvanna?

— Talvez. Mas existe um preço.

— Qual?

O rei olhou para mim.

— A espada pode cortar as ligações mágicas da maldição. Porém, se atingir o colar, também poderá destruir o vínculo que mantém vocês unidos.

Vamp abaixou a arma.

— Então não vou arriscar a vida dela.

Aproximei-me.

— Vamp, escute.

Ele se virou.

— Não vou passar o resto da minha vida escondida enquanto você luta sozinho.

— Lin...

— Eu sei que está tentando me proteger. Mas eu também quero proteger você.

Segurei sua mão.

— Se essa maldição escolheu nós dois, então enfrentaremos isso juntos.

Vamp me observou durante alguns segundos.

Depois assentiu.

— Juntos.

Saímos para o pátio.

Centenas de criaturas se aproximavam das muralhas.

Morvanna estava no centro do exército, usando uma coroa negra.

Ao seu lado, a criatura de olhos brancos segurava um objeto coberto por correntes.

Quando percebeu nossa presença, Morvanna sorriu.

— A noiva finalmente chegou.

Ergui a cabeça.

— Meu nome é Lin.

A criatura inclinou a cabeça.

— Eu sei.

— E não pertenço a você.

O sorriso desapareceu.

Vamp ergueu a espada.

O exército começou a avançar.

E eu compreendi que aquela batalha decidiria muito mais do que nosso futuro.

Decidiria o destino de todas as almas presas ao colar.

CONTINUA...

Na Parte V — A Última Batalha dos Vivos: Lin descobrirá o verdadeiro poder do pingente, Vamp enfrentará o próprio sangue e uma escolha impossível determinará se os dois poderão continuar juntos.

Thoughts

  • Iraci

    O retrato da primeira noiva com o colar igual ao da Lin arrepia. Em “A luta pelo cosmos”, outra série por páginas, é uma gargantilha no pescoço do Kallen que quebra um feitiço.

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  • Iraci

    O rei sabia da maldição esse tempo todo e só abriu a boca quando o filho chegou com a esposa. Esse pai eu não engulo.

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  • Marinalva

    A Lin recusando a rosa foi o que eu mais gostei. Ela podia ter a cura e o Vamp, e só custava a vida de gente que ela nem conhece. Muita gente aceitaria e ainda dormiria tranquila.

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