O poema pede duas coisas que brigam: deixar que sigam o próprio caminho e estar perto em cada passo do chão. Bah, os dois juntos não fecha. Meu palpite é que cada pai que ler vai ficar com o verso que já concordava antes.
Alma de criança
Pensamento
O poema pede duas coisas que brigam: deixar que sigam o próprio caminho e estar perto em cada passo do chão. Bah, os dois juntos não fecha. Meu palpite é que cada pai que ler vai ficar com o verso que já concordava antes.
Conteúdo da publicação
Alma de Criança
Para aqueles adultos que guardam, no peito,
Uma eterna alma de criança.
Para você, que cresceu sem direito ao tempo,
Na pressa que o mundo impõe e cansa.
Foi exaustivo, eu bem sei,
A caminhada não foi nada fácil.
Mas contra o tempo você venceu, eu olhei,
E hoje carrega esse abraço frágil.
Talvez hoje o seu papel seja outro:
O de ser mãe, o de ser pai,
Tentando ensinar, com o peito mouco,
O que a busca implacável não distrai.
Você buscou o melhor, sem escolha ou perdão,
E por essa luta, eu lhe agradeço.
Mas olhe para os filhos que agora vêm e vão,
E dê a eles a chance do recomeço.
Que eles tenham a oportunidade inteira
Que você tanto buscou e não viveu.
Mas lembre-se, na doçura da lareira:
Eles são eles, o caminho não é o seu.
Eles vão criar a própria história,
Por mais que doa no peito ao ver partir.
Deixe que sigam, guardados na memória, O próprio caminho que escolheram seguir.
Parece injusto, pode ter certeza, eu sei,
Seu caminho foi duro, mas já passou sua vez.
Deixe que tomem a própria decisão,
Impor limites só dá mais emoção.
Uns vão cair, outros não,
Mas na estrada da vida não tem direção.
Por isso, não abandone a sua criação,
Esteja perto em cada passo do chão.
Escutem, perguntem, estendam a mão,
Para criar um futuro com paz e união.
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PermalinkO poema pede duas coisas que brigam: deixar que sigam o próprio caminho e estar perto em cada passo do chão. Bah, os dois juntos não fecha. Meu palpite é que cada pai que ler vai ficar com o verso que já concordava antes.
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PermalinkOs pais que chegam ao fim raramente se arrependem de ter deixado os filhos ir. Arrependem-se de não ter perguntado mais, e o poema acaba precisamente aí, no escutar e perguntar. Eu fechava no mesmo sítio.
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