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A Relatividade de Nós
Pensamento
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Conteúdo da publicação
Uma poesia sobre Einstein, o universo e o amor que desafia o tempo.
Einstein tentou decifrar o tempo,
mediu distâncias, curvou o espaço,
descobriu que o universo não era tão simples
quanto parecia em seu primeiro traço.
Mas dizem que o tempo é relativo,
que os segundos mudam conforme o lugar,
e eu me pergunto se o próprio Einstein
saberia explicar o tempo de te esperar.
Porque há minutos que duram séculos
quando a saudade resolve ficar,
e há horas que desaparecem
quando teus olhos encontram os meus no olhar.
Talvez o tempo não passe igualmente
para quem ama e para quem está só;
talvez dois corações separados pelo mundo
sejam duas estrelas sob o mesmo sol.
Tu estás aí, do outro lado do horizonte,
eu estou aqui, contando constelações,
e entre nós existe um universo inteiro,
mas nenhuma galáxia maior que nossas conexões.
Se o espaço se curva diante da gravidade,
se a luz atravessa o escuro para existir,
talvez meu coração também tenha uma lei própria:
a de encontrar o teu, mesmo sem te sentir aqui.
E se a distância é apenas uma medida
entre dois pontos perdidos no além,
por que tua ausência ocupa tanto espaço
e tua lembrança me aproxima de alguém?
Einstein, talvez, chamasse isso de mistério,
uma equação sem resposta, uma hipótese sem fim;
mas eu chamaria simplesmente de amor,
essa força invisível que te mantém em mim.
Porque não importa quantos anos-luz
separem teu mundo do meu,
há sentimentos que não precisam de caminhos
para chegar onde o coração reconheceu.
E se um dia o tempo apagar as estrelas,
se o universo esquecer de girar,
que reste ao menos a verdade de que um dia
dois infinitos aprenderam a se amar.
Pois talvez o amor não vença o tempo,
nem desfaça as distâncias do universo;
talvez faça algo ainda mais impossível:
transforme cada despedida
em uma promessa de reencontro.
E se Einstein pudesse olhar para nós,
talvez sorrisse diante dessa contradição:
duas pessoas tão distantes no espaço,
mas tão próximas dentro da mesma imensidão.
Porque, no fim, não é preciso compreender o infinito para senti-lo.
Basta amar alguém
e descobrir que, às vezes,
o universo inteiro cabe
no intervalo entre dois corações.
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