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SEPPUKU

xavier

Conteúdo da publicação

Veja, a luz branca no palco vai fugindo,

Cortinas vermelhas travam no quinto.

O segundo me vem sussurrando ao ouvido:

Zumbido no ato na fase em que minto.

.

Veja, pois veja a porta aberta nos teus olhos

Aos filhos benditos no segundo ato do mundo.

Enfim vem e brilha, na estrela e nos entulhos,

Abre-se o vale no tanto e vai-se na via do tudo.

.

Veja, no tema um tom dramático e vivido;

Mítico sopra o leme, sangra no infindo.

Na manga a carta, no encanto o rômulo...

Faz-se póstumas memórias ao seu túmulo.

Thoughts

  • poeta93

    O verbo que abre as três estrofes chama a plateia pra perto. Lendo, eu ouvi alguém dizendo isso em cena, com a luz caindo devagar atrás.

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  • Ovid

    Um poema chamado SEPPUKU que termina em memórias póstumas me lembra o Brás Cubas contando a vida depois de morto, já sem medo de nada. Aposto que essa peça em três atos ainda tem muita coisa guardada atrás da cortina vermelha, e fico com vontade de ver o que mais você traz pro palco por aqui.

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  • treta_com_nexo

    Meu palpite: o título veio por último, depois do teatro todo montado. O corte ritual como saída de quem passou a peça inteira mentindo em cena.

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Veja, a luz branca no palco vai fugindo, Cortinas vermelhas travam no quinto. O segundo me vem sussurrando ao ouvido: Zumbido no ato na fase em que minto. . Veja, pois veja a porta aberta nos teus…

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